Saab oferece cooperação industrial para impulsionar oferta do Gripen à Colômbia

Fabricante sueco propõe parcerias com empresas colombianas na tentativa de emplacar o Gripen na FAC
A FAB tem uma encomenda de 36 caças Gripen
A FAB tem uma encomenda de 36 caças Gripen, mas que deverá ser ampliada (FAB)

A busca da Força Aérea Colombiana (FAC) por um novo caça para substituir os antigos IAI Kfir ganhou um novo impulso nos átimos meses. Para aproveitar essa oportunidade, a Saab quer promover o Gripen no país por meio de uma proposta de cooperação industrial.

Há cerca de uma década, a FAC iniciou a busca por um substituto para os Kfir, explorando diversas opções, como os Dassault Rafale, MiG-35, Eurofighter Typhoon, Lockheed Martin F-16 e o Gripen.

Mikael Franzén, responsável pelo Marketing e Vendas da Saab Aeronáutica, revelou ao website Janes que a empresa não está apenas oferecendo os caças Gripen (C/D ou E/F), mas também propôs o estabelecimento de parcerias e capacidades de fabricação no país.

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A Saab tem se envolvido em discussões com empresas estatais colombianas, incluindo a CIAC (Corporación de la Industria Aeronáutica Colombiana), Indumil e Codaltec, buscando formas de estabelecer um centro de inovação. Além disso, a fabricante sueca tem o intuito de iniciar projetos de pesquisa conjuntos, como o desenvolvimento de um veículo aéreo não tripulado (UAV, na sigla em inglês) em parceria com a indústria colombiana.

Essa proposta de cooperação industrial visa fortalecer os laços entre a Saab e a Colômbia, além de impulsionar a economia do país por meio do desenvolvimento da indústria aeronáutica local. A criação de parcerias estratégicas e transferência de conhecimento tecnológico podem trazer benefícios mútuos, permitindo que a Colômbia amplie suas capacidades de fabricação e pesquisa na área aeroespacial.

O estabelecimento de um centro de inovação seria uma oportunidade única para o país sul-americano, que poderia se tornar um polo regional para o desenvolvimento de tecnologia aeroespacial avançada. Essa parceria também poderia impulsionar o crescimento da indústria local, gerando empregos qualificados e estimulando a economia.

O Kfir, fabricado em Israel, é uma "cópia melhorada" do caça francês Mirage III (facmilitar)
A Força Aérea Colombiana é o último operador do caça israelense IAI Kfir (facmilitar)

Além disso, a introdução de um veículo aéreo não tripulado em cooperação com a indústria colombiana seria um marco significativo para o país. Os UAVs desempenham um papel cada vez mais importante em operações militares e civis, oferecendo uma ampla gama de aplicações, desde vigilância e reconhecimento até missões de resgate e monitoramento ambiental. A Colômbia poderia se beneficiar dessa tecnologia, adquirindo conhecimento e experiência na produção e operação de UAVs, o que poderia impulsionar ainda mais suas capacidades aeroespaciais.

No entanto, é importante ressaltar que a decisão final sobre a substituição dos caças Kfir ainda não foi tomada pela FAC. Embora a Saab esteja fazendo esforços significativos para conquistar a preferência colombiana, outras concorrentes também estão na disputa. Resta aguardar as próximas etapas desse processo e acompanhar o desdobramento das negociações e propostas de cooperação industrial entre a Saab e a Colômbia.

Gripen fabricado no Brasil pode ser opção para a FAC

Consultada pelo AIRWAY em maio deste ano, a Saab afirmou ter grande interesse em fornecer o Gripen para a Colômbia, apoiada na parceria com o Brasil. Como parte do programa de transferência de tecnologia, uma linha de montagem do caça foi criada na sede da Embraer em Gavião Peixoto (SP). A instalação foi inaugurada no mês passado.

“Se tivermos sucesso com as vendas do Gripen na Colômbia, haverá oportunidades para um maior envolvimento da indústria brasileira em áreas como o desenvolvimento, teste de voo e montagem final na Embraer”, informou a fabricante.

Primeiro caça Gripen produzido no Brasil (Thiago Vinholes)

“No contexto latino-americano, o Brasil é o polo onde queremos fazer o máximo de trabalhos possíveis. A indústria brasileira é parte da cadeia de produção global e, quando vendermos para outros países, se beneficiará disso com certeza. No caso da Colômbia, podemos ter o envolvimento da indústria brasileira em áreas tais como desenvolvimento, produção, manutenção, treinamento e logística, que serão avaliadas, considerando as necessidades da Colômbia”, concluiu a empresa.

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