A Ethiopian Airlines discute com a Airbus uma possível encomenda de aeronaves que pode envolver cerca de 20 jatos A220 e seis aviões A350 adicionais, segundo reportagem da Bloomberg.
Se confirmada, a negociação representará a primeira encomenda do Airbus A220 pela companhia africana, que historicamente tem operado majoritariamente aeronaves Boeing tanto em rotas regionais quanto de longa distância.
Também é uma má notícia para a Embraer, que há tempos busca convencer a empresa a se tornar cliente de seus jatos.
Atualmente, a Ethiopian Airlines mantém uma frota de fuselagem estreita baseada na família Boeing 737, incluindo três 737-700, 16 737-800 e 23 737 MAX 8.

O A220 deve ocupar um segmento intermediário entre os 737 de maior porte da companhia e os turboélices regionais, que incluem Dash 8 Q400 e ATR 72.
Apesar disso, a empresa sediada em Adis Abeba tornou-se uma das maiores operadoras do A350 da Airbus na África na última década.
A Ethiopian opera atualmente 22 A350-900 e quatro A350-1000. Segundo dados de pedidos da Airbus, a companhia ainda aguarda a entrega de 17 A350-900 de um total de 35 pedidos firmes, enquanto os quatro A350-1000 já foram entregues. Os demais A350-900 em operação são arrendados.
Apesar do crescimento da frota Airbus, a Ethiopian tradicionalmente prioriza aeronaves Boeing, especialmente em voos de longa distância. A companhia também é uma das principais operadoras do Boeing 787 Dreamliner e, no início deste ano, exerceu opções para mais 15 unidades do 787-9.

A possível aquisição do A220 representaria uma diversificação relevante na estratégia regional da Ethiopian, que busca ampliar a conectividade no continente africano e alimentar sua crescente malha intercontinental.
Nos últimos anos, a Ethiopian Airlines tem adotado planos de expansão agressivos, incluindo a construção de um novo aeroporto próximo a Adis Abeba para viabilizar o crescimento futuro além dos limites de capacidade do Aeroporto Internacional de Bole.
