Boeing 777-300ER da TAM

Lembra os tempos em que a Varig detinha o monopólio das linhas internacionais no Brasil. A TAM, hoje a maior companhia aérea do país a operar voos para o exterior, pressiona o governo a não permitir os descontos nas passagens de voos partindo do nosso país. A medida, segundo especialistas do setor, derrubaria em cerca de 40% o preço dos bilhetes internacionais.

O argumento da empresa é que a competição com as suas rivais do exterior seria desleal. Enquanto lá fora, o preço do querosene é mais baixo e os impostos, mais em conta, no Brasil as empresas arcam com taxas e o monopólio da Petrobras no setor de combustíveis. Além disso, com operação muito maior que a da TAM, essas companhias podem conceder descontos mais agressivos.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente da TAM, David Barioni Neto, reconheceu que “nossa única vantagem é o valor da mão-de-obra, que nos Estados Unidos e Europa é mais cara”.

No final, quem acaba arcando com a falta de competição é o passageiro, obrigado a pagar quase R$ 1 000 a mais por um serviço em relação aos clientes de outras nacionalidades.