A Ucrânia enfrenta dificuldades para manter um número suficiente de F-16 disponíveis para combate, já que operações intensivas consomem a vida útil remanescente das aeronaves antigas e aumentam a demanda por manutenção e peças de reposição.
O presidente Volodymyr Zelensky afirmou no início deste mês que cerca de metade dos F-16 ucranianos permanece longos períodos na Europa para reparos e manutenção. Kiev agora busca realizar mais desses trabalhos dentro do próprio país para reduzir o tempo em que as aeronaves ficam indisponíveis.
O problema alimentou relatos de que a frota ucraniana de F-16 pode enfrentar uma grave crise de disponibilidade. Autoridades ucranianas contestam essa avaliação, mas reconhecem dificuldades para obter componentes de variantes mais antigas do caça, incluindo peças que já não são mais fabricadas.
Os F-16 ucranianos voam com frequência como parte do sistema de defesa aérea do país, interceptando mísseis de cruzeiro russos e veículos aéreos não tripulados (VANTs). O coronel Yurii Cherevashchenko, da Força Aérea da Ucrânia, afirmou neste mês que o uso intensivo está consumindo rapidamente a vida útil das aeronaves.
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Os caças doados por países europeus já tinham décadas de uso quando foram transferidos para a Ucrânia. A maioria veio de frotas que estavam sendo aposentadas à medida que seus operadores migravam para o caça furtivo F-35 da Lockheed Martin.

Quantos F-16 a Ucrânia possui?
A Holanda doou 24 F-16, e a Dinamarca outros 19. A Noruega transferiu seis, mas depois revelou que apenas dois poderiam ser preparados relativamente rápido para uso operacional, enquanto os outros quatro exigiriam trabalhos mais extensos.
Isso eleva para 49 o número de aeronaves transferidas para a posse ucraniana pelos três países, embora o número realmente disponível para combate seja consideravelmente menor. A Ucrânia também já perdeu vários F-16 desde que o caça entrou em serviço em agosto de 2024.
A Bélgica prepara aeronaves adicionais à medida que substitui seus F-16 pelo F-35, mas as entregas ocorrem de forma escalonada.
O desafio, portanto, não é mais apenas obter mais caças. Cada F-16 adicional também exige técnicos, motores, componentes e inspeções periódicas, enquanto as aeronaves já em operação na Ucrânia continuam acumulando horas de voo.
Para uma frota formada por aeronaves aposentadas de várias forças aéreas europeias, manter esses caças disponíveis tornou-se tão importante quanto garantir a chegada de novos F-16.



