A primeira guerra de um avião da Embraer

Durante a Guerra das Malvinas o Brasil alugou dois P-95 Bandeirulha a Argentina
Os P-95 operam por mais de 200 horas na Guerra das Malvinas
Os P-95 operam por mais de 200 horas na Guerra das Malvinas

Aviões da Embraer voam pelo mundo inteiro transportando passageiros e também estão presentes em forças aéreas de diversos países. No entanto, foram poucos os modelos dispararam suas armas. Em 2007, por exemplo, aeronaves Super Tucano da Força Aérea da Colômbia atacaram acampamentos das FARC com bombas de queda livre. O avião militar fabricado no Brasil também já enfrentou combates no Afeganistão.

Porém, essas não foram as primeiras operações militares que os aviões da Embraer executaram. O P-95 Bandeirulha, versão de patrulha naval do Bandeirante, participou de ações na Guerra das Malvinas, em 1982, a serviço da Força Aérea Argentina (FAA). Embora não tenha disparado nenhuma arma (o aparelho tampouco carregava armas), esse pode ser considerado o “batismo de fogo” de um avião fabricado pela empresa brasileira.

Ao combate

Enquanto tropas argentinas tentavam consolidar o domínio sobre as Malvinas, os aviões S-2E Tracker e P-2 Neptune da marinha argentina efetuavam os trabalhos de patrulhamento aéreo em busca de navios de guerra britânicos. E não eram poucos.

O Reino Unido moveu quase 2/3 de sua marinha em direção ao Atlântico Sul para retomar as ilhas. A força era composta por navios militares, submarinos (incluindo aparelhos com propulsão nuclear), quase uma centena de embarcações de transporte e reabastecimento e dois porta-aviões carregados com aviões de decolagem vertical Harrier, além de dezenas de helicópteros.

A esquadrilha argentina de exploração marítima era composta por dois P-2 Neptune (um dos aparelhos foi desativado durante o conflito) e quatro S-2E Tracker, da marinha, que podiam operar a partir do porta-aviões 25 de Mayo.

Grumman S-2E Tracker
Grumman S-2E Tracker da marinha argentina

Passado um mês de conflito, as forças argentinas começavam a sofrer suas primeiras quedas, enquanto os britânicos ficavam cada vez mais próximos de recuperar o arquipélago. Proibida de comprar armamentos, devido ao embargo internacional imposto pela OTAN, a Argentina apelou para fontes clandestinas para adquirir mais armamentos e nesse meio tempo também conseguiu alugar dois P-95 e 11 jatos Xavantes da Força Aérea Brasileira (FAB).

O Bandeirulha entrou em ação no auge da Guerra da Guerra das Malvinas, em maio de 1982. Os modelos foram pintados com as cores do Esquadrão de Vigilância e Patrulhamento Marítimo da FAA, com uma camuflagem cinza escuro. Operando a partir da Base Aérea Militar Rio Gallegos, no sul da Argentina, as duas aeronaves intercalaram turnos de patrulhamento com o único Neptune que ainda voava.

Os P-95 operam por mais de 200 horas na Guerra das Malvinas
Os P-95 operam por mais de 200 horas na Guerra das Malvinas

Inglaterra reclama

Os ingleses reclamaram do “aluguel” dos aviões e chamaram o embaixador do Brasil em Londres, Roberto Campos, para prestar explicações. Diplomático, Campos reafirmou a posição de neutralidade do Brasil durante o conflito e ofereceu emprestar dois P-95 e 11 Xavantes aos britânicos, caso também fossem requisitados.

Publicações inglesas sempre comentam o assunto em tom de desconfiança. Um dos pontos mais polêmicos é de que os Bandeirulhas usados nas Malvinas foram operados por tripulantes da FAB, já habituados ao avião e seus equipamentos de vigilância. Os britânicos questionavam que não haveria tempo hábil para treinar novas tripulações argentinas para o voar o avião da Embraer com o conflito em plena atividade.

Um estudo do historiador Moniz Bandeira sobre a Guerra das Malvinas afirma que seria necessário pelo menos dois anos para treinar plenamente uma tripulação para o Bandeirulha, ou então, com treinamento intenso, em alguns meses. Documentos da FAB consultados pelo pesquisador confirmam apenas que pilotos brasileiros participaram de ações de “treinamento intensivo”.

Durante os conflitos, os P-95 voaram mais de 200 horas com as cores da Argentina e não registraram nenhum problema. Em 1983 foram devolvidos à FAB, pois o comando argentino não ficou satisfeito com as capacidades do radar de busca marítima que equipava a aeronave na época.

Veja mais: Aviões da Embraer em combate

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Zé do Brasil
Zé do Brasil
6 anos atrás

Puxa, os argentinos só notaram que o radar não prestava depois que terminou a guerra? Vem com outra Sr. Vinhole.

Ricardo
Ricardo
6 anos atrás

Ótimo comentário Zé do Brasil. Quando o macaco não alcança a banana fala que esta podre.

FLANKER
FLANKER
6 anos atrás

Paciência Vinholes, os caras não sabem nem o que um FLAP!

Aldair
Aldair
6 anos atrás

Não gosto de argentinos mas essas illhas malvinas foram ROUBADAS pela Inglaterra.Essa guerra que os malucos dos militares argentinos inventaram pra ficar bem na fita,foi na verdade uma enorme contribuição para o Satanás que essa hora deve estar ardendo nos infernos,chamado Margareth Thatcher a “Dama de ferro”,que estava em baixa com o povo devida a vários conflitos sociais,principalmente inflação e desemprego,ela que morreu caducando e falando bobagem e talvez uma das poucas pessoas no mundo que quando o cortejo de seu funeral passou recebeu uma baita vaia do povo.

de oliveira
de oliveira
6 anos atrás

O radar do patrulha é excelente, pode detectar uma embarcação a 100 milhas náuticas. O fato da matéria dizer que a Argentina não ficou satisfeita com a capacidade do RADAR é desculpa deles.

manoelito
manoelito
6 anos atrás

detesto esse indios argentinos, e esses brasileiros sao burros demais, sempre ajudando gente d emerda, povo falido das americas, qdo n é a argentina e venezuela, cuba colombia, etc… povp burro brasileiro so so sfd por causa dessa merda de america latrina.

Canard torto
Canard torto
6 anos atrás

Vários motivos para devolver: a) perderam a guerra e se endividaram. B) o radar realmente não era estado da arte, mas uma coisa é usar o que está a mão na hora da necessidade, outra é usar ele quando se pode comprar algo melhor. C) orgulho nacional. D) rivalidade brasileira. E) tinham que dar uma desculpa para devolver ao Brasil

Acredito que é f) todas as acima.

Como depois de 82 a força militar argentina foi sucateando ano a ano, acho que pelo menos o a) é forte.

João
João
6 anos atrás

Existia um acordo de cooperação em caso de guerra, entre Brasil e Argentina. Essa foi a forma do Brasil cumprir o acordo.

Marlos Batista
Marlos Batista
6 anos atrás

Gente, os aviões já seriam devolvidos, deram a desculpa do radar pra não ficar tão na cara (mais do que já estava) para a Inglaterra da ajuda brasileira.

Não foram apenas aviões, armamentos e munições usados pelos argentinos tbm eram de fabricação brasileira.

Só que a ajuda do Brasil não poderia ficar tão clara, por isso a desculpa do “aluguel” dos aviões da Embraer.

A Inglaterra só não “implicou” ainda mais com o Brasil pq a superioridade deles era tamanha que a ajuda brasileira não fez muita diferença.

Cá pra nós, mesmo se o Brasil entrasse junto na guerra a Inglaterra ainda ganharia, apenas demoraria mais e daria mais trabalho.

Oscar Coiado
Oscar Coiado
6 anos atrás

Boa noite;
O Bandeirante Patrulha é o EMB-111, projeto desenvolvido a partir do EMB-110 Bandeirante. EMB-111 tem asas reforçadas para suportar cargas geradas nas manobras evasivas de teatro de operação, cabide foguetes sob as asas, tip tanques que dão autonomia máxima de 7:30h, dependendo o regime de voo até um pouco mais, sistema de alijamento de combustível. Possui sistemas de contra-medidas eletrônicas, radar de boa qualidade e capacidade, considerando a época do conflito. O Banderulha, apelido que a aeronave pegou, serviu para engajar alvo e operar em conjunto com outras aeronaves para lançar o míssil Exocet, lançado dos Super Étendard, aviões de ataque e interceptação da Argentina.
Fez um bom trabalho na guerra das Malvinas. Existe a afirmação a “boca miúda” de que a tripulação era brasileira no Banderulha que deseguinou o alvo na ocasião do afundamento do destróier britânico HMS Sheffield com um míssil francês Exocet lançado de um avião naval Super Etendart.
Abraço

Capriacci
Capriacci
6 anos atrás

O Hugo Chaves comprou alguns aviões caças, pensando que com isso amedrontaria os Americanos. Mal sabia ele que um país na miséria como a Venezuela, embora com todo o petróleo, não suportaria uma semana de luta com os EUA que mandaria atacar e Venezuela com 0,00001% de sua força aérea.

IRENE
6 anos atrás

……….para próxima pauta……….entrevista com um ou mais brasileiros que foram os donos da boléia (pilotaram) os aviões brasileiros “alugados” pela Argentina………na guerra por posse da ilha………em 1.982. Quem são estes brasileiros?

SANTOSF
SANTOSF
6 anos atrás

Os Argentinos queriam que o BRASIL tomassem as dores deles!
Mas os militares Brasileiros não são bobos!

mandrake
mandrake
6 anos atrás

Manoelito

entao se manda e vai morar la na europa, vai ser chamado de vagabundo e ladrao.
Depois vem correndo dizendo amar o Brasil

Pena Toledo
Pena Toledo
6 anos atrás

EMB-111 e P-95 são o mesmo avião; o primeiro é sua designação comercial, o segundo é a militar.

Everton
Everton
6 anos atrás

Se me emprestassem de coração um Aero Boero, ou um P56 para patrulhar eu ficava feliz e abraçaria o cara que se prontificou a fazer.
Tiveram CORAGEM ainda de dizer que o radar era ruim, E MESMO QUE FOSSE, devolvesse elogiando.
Fico imaginando a situação HILÁRIA do Campos oferecendo emprestar também aos britânicos uma pequena frota para “ajudar”…. hahahaha os caras tinham até Harrier…
Ops… não foi um empréstimo, foi um aluguel… UHAUAHAUHAHAHAHAHUA

SERGIO
SERGIO
6 anos atrás

Eu embarcado em navio de nossa esquadra tive o privilégio de navegar ao lado da esquadra inglesa em 1982 a caminho do Atlântico Sul e realmente com uma esquadra daquela ficava IMPOSSÍVEL para Argentina qualquer possibilidade de vitória. Linda visão que eu nunca esqueci.

Manuel
6 anos atrás

Também há de ser lembrado aquele caça inglês que invadiu o espaço aéreo brasileiro e a nossa Força Aérea fê-lo pousar.
Depois fomos obrigados a escolta-lo, mas valeu a nossa FAB naquele momento da guerra.

Souza
Souza
6 anos atrás

Guerra inútil. Ilhas sem muito valor. Argentinos – e Ingleses – morreram apenas para o a D. Thatcher ganhar simpatia dos ingleses. E parece que os Americanos aprenderam muito bem, como uma guerra é boa para desviar atenções.

Serviu também para o Sr. Maradona tornar-se quase que divino na Argentina. Se não tivesse sido por esta guerra, o gol de mão contra a Inglaterra seria esquecido após alguns meses – apesar de continuar sendo grande jogador, penso que este gol, e o sentindo de revanche que os argentinos sentiram, deram-lhe o status que tem hoje.

marcos
marcos
6 anos atrás

A GUERRA PROPORCIONA AOS POVOS CONQUISTADOS APRENDEREM UMA NOVA RELIGIAO,UMA NOVA LINGUA,UMA NOVA ESCRITA,NOVOS VALORES,NOVOS PRINCIPIOS,DEGUSTAREM UMA NOVA GASTRONOMIA E ETC…………..

Marco Aurelio
Marco Aurelio
6 anos atrás

E o fato do Brasil ter prendido um avião inglês que pediu pouso de emergência no galeão, lembram-se. O avião ficou retido semanas pelas forças brasileiras e Margareth disse que o Brasil precisava de uma lição.

Martins Jr
Martins Jr
6 anos atrás

E o pouso do bombardeiro inglês Vulcan no RJ em junho de 1982?
Guerra de comadres…

Eduardo Tahara
6 anos atrás

Eu nunca entendi esse negócio de guerra, no meu entender guerra vale tudo, lutar até a morte e matar do jeito que der

essas regrinhas, é uma coisa que eu não consigo entender
na segunda guerra, os números de aviões eram na casa de milhões
nessa guerra das malvinas eram números estranhos. 2 mísseis exocet,um porta aviões, dois aviões emprestados, que raio de guerra é essa?

walter sobral
walter sobral
6 anos atrás

Ignorantes são os que acham que Tatcher fez o que fez para ganhar simpatia de alguém……estúpidos, quem provocou a Guerra foi Galtieri por estar em baixa popularidade na ridícula Argentina, e com isso tentar unir a população através de uma causa nacionalista…..deu no que deu

Hugo
Hugo
6 anos atrás

Após o fim do prazo para sigilo das informações acerca da Guerra das Malvinas, solicitei informação à FAB sobre a participação de pilotos brasileiros na guerra. A resposta foi negativa.
Procurem no blog defesaweb no blogspot

Lincoln Ortigosa
Lincoln Ortigosa
6 anos atrás

Lendo todos os comentários, me chama a atenção uma coisa.
Sem entrar no mérito das razões dos argentinos invadirem a ilha e as razões dos ingleses a retomarem a força, percebo apenas que só o Brasil se deixa ser roupado, invadido e nada faz. Os bolivianos nos tomaram das refinarias da Petrobras e nada fizemos, pelo contrário, milicianos venezuelanos atravessaram a fronteira e nada fizemos, colombianos atravessaram a fronteira na amazônia e atacaram soldados brasileiros, e nenhuma resposta, cuba pega dinheiro nosso e nem satisfação dão. E desta forma somos cada vez mais ridicularizados pelo munto.
Tenda o Brasil fazer alguma invasão, ou expropriação para ver o que acontece.

rodolfo
6 anos atrás

Bem que a Inglaterra deveria ter bombardeado o Brasil, e deveria ter tomado o brasil desses políticos safados. Talvez hoje estaríamos cantando God Save the Queen, pena, nem isso os ingleses soube fazer. Só queria ver os pt, pmdb,psdb,pdt, etc se curvando diante da rainha kkk

Pena Toledo
Pena Toledo
6 anos atrás

A Inglaterra planejava trazer a guerra para o continente. Só não o fez porque Brasil e Chile ameaçaram entrar na guerra ao lado dos argentinos caso isso ocorresse.

Tetsuo Shimura
Tetsuo Shimura
6 anos atrás

Tenho certeza que as ilhas Falkland ainda continuarão britânicas por mais alguns séculos. O Direito brasileiro diz que as leis não acolhem aos que dormem. O general Galtieri então presidente da Argentina não tinha como objetivo retomar as ilhas, mas acometido por desgovernos como de Dilma e vendo a inflação comer a todos os argentinos então ele criou um inimigo comum para tentar unir o povo portenho. Qual será o inimigo comum para todos os brasileiros a ser criado por Dilma/Lula?

Tobia M.
Tobia M.
6 anos atrás

Armas de guerra são classificadas preliminarmente em duas categorias; Armas de Defesa/Armas de Ataque. O Brasil só tem Armas de Ataque! Explico: No caso de uma guerra, os inimigos ao verem nossas armas certamente terá um fulminante ataque de riso! Sem contar que o exército tem um grande experiência em MATAR, trabalhadores em greve e desarmados, claro. Mazelas a parte, voltemos a este carro de boi com asas; Bandeirantes/Tucano?! Me parece que Garibaldi usou na RS, carro de boi SEM asas mesmo. Pois é, o Hugo Chavez quis comprar alguns destes aviões, Não é que os EUA vetou! por que 50% da “tecnologia” é dos EUA. Ou seja, a tinta, os vergalhões de alumínio etc deve ser Brasileiro, obviamente feito com máquinas importadas, ou pela multi. É que este tipo de produto grosseiro, poluente, causa acidente de trabalho, enfim não é negócio produzi los lá na metrópole. Mesmo o Br alegando que no caso de mau uso (para defender se dos EUA) havia como como cortar o fornecimento de peças, assistência; o fim do uso do carro de boi voador. Os EUA não aceitou. Bom para Rússia, pois ela tem um avião de treinamento A JATO e com recursos eletrônicos para simular aviões supersônicos! Quanto a Guerra das Malvinas aprendi muito: Um país deve ter armas de longo alcance e ou nucleares. Nenhum país, a não ser o próprio grupo de metrópoles EUA, França, Alemanha, Inglaterra, Japão e suas sub metrópoles; Itália, Espanha etc DEVE ficar tão distante da Rússia. Pois na hora que o bicho pega a Rússia não ajuda. Então o bicho come! Gaddafi, Sadam que o diga. Já, o Hafez Assad, Síra, Os iatolás do Irã foram espertos. A aeronáutica argentina foi muito bem. O problema que a bombas cheia das gambiarras que acertaram os navios ingleses não explodiriam!! A aeronáutica fez a parte dela. Quem não quiser perder o lugarzinho no mundo tem que fazer como faz a Rússia, bateu? Leuvou! para isto é preciso ter bala na agulha. As Malvinas é da Argentina! O Direito reside na força!!

ANALFABETICO
ANALFABETICO
6 anos atrás

Ué ! Se os aviões foram alugados, quando venceu o contrato de locação, só poderiam ser devolvidos… …, notícia sem lógica muito mal redigida.

eliseu teixeira
eliseu teixeira
6 anos atrás

Ótimo comentário Zé do Brasil. Quando o macaco não alcança a banana fala que esta podre.
exelente comparaçõ amigo internauta os gringos acharam que s ingleses eram os brasileiros foram lá com uns foguetes zinhos e entraram pelo cano como nós tb vamos entrar se este pt quiser mudar isto aqui para unasul porque oa americanos dão umpulinho só aqui a rrassam com tudoie com todos

Fabio
Fabio
6 anos atrás

Mais do que justo, assim como a europa se ajuda, o Brasil tinha o dever se ajudar os irmãos argentinos expulsar os colonialistas ingleses das Malvinas.

João Santos
6 anos atrás

É, mas o Brasil permitiu que os Vulcans inglêses pousassem em solo brasileiro para reabastecimento….
As Malvinas foram roubadas em 1833 e os Argentinos ainda tentam recuperá-las.
Já o roubo de 18.000 km2 feito pelos inglêses em Roraima e sacramentado em 1906 (A invasão do Pirara) permanece totalmente “esquecido” pelos brasileiros sangue-de-barata!

sid
sid
6 anos atrás

Os “hermanos”, que meteram os pés pelas mãos ao desafiar os ingleses acharam que o Brasil poderia tomar partido mas só receberam o empréstimo dos aviões mesmo. A Forças Armadas daqui não intervém nem aqui quando precisa ainda mais agora que vivem a meio rancho, a pão e banana, vendendo o almoço para pagar a janta e estão quietinhos nos quartéis.

Kurdot
Kurdot
6 anos atrás

Foi uma vergonha a America Latina nao se unir contra MAIS UM roubo dos Europeus em nosso territorio. E muito vantajoso pra eles que estejamos separados, nossa uniao sera pessima pra eles, eles dependem muito mais de nos que o contrario.

Roberto Cortizo
Roberto Cortizo
6 anos atrás

Era conveniente lembrar o historico da ocupacao militar das Malvinas quando a Inglaterra era uma potencia naval, resquicio dos tempos do imperio, portanto uma operacao de guerra, entre paises que nao estavam em luta, OU SEJA PURA OPERACAO DE PIRATARIA, e que quando da tentativa de recuperacao desse pedaco da Argentina pela ditadura militar, todos os movimentos de tropas argentinas eram imediatente informados pelos servicos secretos americanos aos Ingleses.
Sei que a historia nos ensina que ela eh escrita pelos vencedores, mas a Inglaterra teve a ajuda de um pais que se dizia amigo e neutro.

carvalho2008
carvalho2008
6 anos atrás

A época, o Bandeirulha P-95 eram dos mais modernos no mundo em sua categoria. Possuia mais capacidade que os S2T Tracker Argentinos para patrulha de superfície. Seu radar era moderno e podia sim ser considerado Estado da Arte a sua epoca e dentro de sua categoria ( avião leve). Somente aviões maiores e mais pesados possuiam capacidade maior face o maior espaço interno para acomodações de sensores e eletronica de bordo. Este foi um assunto para quer no período da guerra ou imediatamente ao pós guerra, Daí a declaração argentina para minimizar o fato. Embora negado, é obvio que Brasileiros operaram nas missões, mas tal fato precisa ser negada até a ultima em virtude das implicações disto.

Outro ponto para quem não sabe, é que até o transcurso de 2/3 da guerra em que embora rapida, os proprios ingleses acreditavam que estavam perdendo, pois a taxa de perda de navios era grande de tal forma que caso perdessem alguns a mais, teriam de recuar sua esquadra e deixariam de dar cobertura a sua tropas em terra. Esta declaração foi dada pelo comandante em chefe Almirante Woodward, pois somadas as perdas até então, eram vastos os relatorios de danos das demais fragatas identificando que estavam sendo atingidas e por sorte as bombas não detonando ( A taxa foi que 50% das bombas acertadas pelos Argentinos não detonaram por falha de calibragem de espoletas). Ou seja, os Ingleses tinham a percepção que podiam estar a beira de um desastre caso esta calibragem fosse solucionada. Perderiam a primeira batalha, teriam de recuar a frota mais para o norte e oriente e deixariam as tropas com serias dificuldades de suprimentos e apoio, pondendo encerrar um cenario de carnificina caso os argentinos recuperassem o controle do espaço aereo e o equilibrio em terra. A guerra de 2 meses, poderiam então arrastar-se por mais de 1 ano com serias consequencias e só Deus sabe o que ocorreria. Outros países correriam o risco de serem tragados ao conflito com pergigo de mudenças até para a Al perante a Guerra Fria corrente a época. Para o Brasil, era insustentavel a hipotese da guerra estender-se até o continente e foi motivo de comunicado privado e expresso aos EUA que so esta hipotese, O Brasil seria obrigado a tomar posição mais contundente. Aos leitores que não tiveram oportunidade de estudar o caso sob o ponto de vista militar e geopolitico, não se enganem, nenhum dos lados estava preparado para a guerra, ganhou com errou menos e tal como a historia de tantos outros conflitos, pode-se afirmar que foi decidida tambem por muita sorte, por mais que tenham ocorridos erros pelo lado argentino…contar com bomba que não explode é pura sorte …outro relato muito interessante para demonstrar a sorte de um lado e o despreparo que é decidido por um detalhe pelo lado argentino, foi o caso do submarino San Luis o qual dentre seus diversos engajamentos, chegou a disparar praticamente a queima roupa seus torpedos contra destroyeres de vital importancia aos ingleses, na qual os polos dos giroscopios dos torpedos foram plugados de forma invertida fazendo com que estes perdessem a direção do alvo…outro detalhe simples que lhes custaram a derrota por falta de preparo…no entanto, não há do que britanicos da época se vangloriarem….fosse um tecnico mais capacitado, mais 4 navios seriam afundados e a frota estaria comprometida tal como o apresentado acima…

FLANKER
FLANKER
6 anos atrás

Capriacci, vc tem razão sobre a ineficiência do poderio aéreo da Venezuela frente aos americanos, óbvio! Porém, com relação a nós brasileiros, tomaríamos um couro deles, que revitalizaram a força aérea adquirindo MIG-29 super fulcrum e Su-27.

PAULISTA / H
PAULISTA / H
6 anos atrás

=> Para o Capriaci <=
Capriacci
junho 3, 2015 at 2:30 am
"O Hugo Chaves comprou alguns aviões caças, pensando que com isso amedrontaria os Americanos. Mal sabia ele que um país na miséria como a Venezuela, embora com todo o petróleo, não suportaria uma semana de luta com os EUA que mandaria atacar e Venezuela com 0,00001% de sua força aérea."
Capriaci, concordo. Digo mais: O porta-aviões dos USA (já fora da ativa), Independence, que 'não' era o maior e mais bem aparelhado, tem muito mais poder de fogo do que a Venezuela toda. USA nunca pensou em perder tempo bélico c/ o 'defuntus chaves'. Seria tão só 'encheção de saco).
Caso quisesse, com o Independence ainda em águas internacionais, simplesmente 'tocaria o telefone' p/ o 'defuntão' dizendo-lhe que iria aniquilar o 'paiséco'. Usando tão o Independence.

Alois Sturmgewehr
Alois Sturmgewehr
6 anos atrás

Se o Brasil tivesse uma Margaret Tatcher na presidencia garanto que a Bolivia não teria roubado uma refinaria da Petrobras, nem Venezuela invadiria nosso territorio a hora que quer. Mas infelizmente tivemos um bebum e agora um poste na presidencia, que aceita tudo de todos os amiguinhos latinoamericanos. Ninguem lembrou mas naquela a Argentina tinha 3 planos para suas forças armadas. !º) Tomada do canal de Beagle do Chile; 2º) Tomada das Falklands e Georgias do Sul da Inglaterra; 3º) Tomada do antigo territorio de Palmas em Santa Catarina. Naquela epoca as forças armadas argentinas eram as mais poderosas da America Latina e havia estudos do Exercito Brasileiro que em caso de invasão do Brasil, nosso Exercito só conseguiria parar o exercito argentino perto da fronteira de Santa Catarina com o Parana. Esse sempre foi o sonho da Argentina, formar o antigo vice reinado do Prata. Reconquistar territorios perdidos pela independencia do Paraguai, Bolivia, Uruguai, em guerras para o Imperio do Brasil e depois da Republica, por guerras e pela nossa diplomacia. A Argentina sempre foi nosso principal inimigo, e não pense que nos dias de hoje seria diferente. E so eles melhorarem um pouquinho que já vão dar as costas para o Brasil. Terminando, pq sera que a grande maioria das nossas unidades do exercito estavam estacionadas nas fronteiras com a Argentina ??? Garanto que não era pq nossos generais gostavam do clima do RGS e do churasco com mate.

ROBERTO.
ROBERTO.
6 anos atrás

Eu, embarcado na época em um já antigo Destroier americano, mas com bandeira Brasileira, ficamos de prontidão próximo a lagoa dos Patos (RS), para que não sei, só sei que a inferioridade tanto Argentina quanto Brasileira era tamanha, os ingleses todos já sabem, são sanguessugas de pátrias no mundo desde os primórdios, procurem saber de todo minério tipo; ouro, prata, etc… Para onde iam antigamente! Então eles tinham como investir em seu poderio bélico.
A pergunta é: Se hoje alguma pátria fosse a Marte e estabelecessem uma área e fincando uma bandeira e registrassem em um cartório de validade internacional, de quem seria essa área em Marte?
Então, as Malvinas é d a Argentina os dos Ingleses, quem mora, trabalha e torna a ilha viva economicamente viva por lá, são os Ingleses ou Argentinos? Os Ingleses lavraram em cartório internacional ou fincaram uma Bandeira demarcando território quando lá estiveram nas antigas? O que torna as Malvinas da Inglaterra? Acho que mesmo em se tratando de localidade internacional: Quem mora e quem torna o local economicamente sólido, tipo uso capião, É QUE É O DONO de fato.

Roberto Ferreira. (Teresina-PI)

antonio
antonio
6 anos atrás

Não sei quando este nome Malvinas atracou no o Brasil. Aprendi na infância, na escola, que as ilhas eram Falkland, e não vejo motivo pra mudar. Afinal os ingleses têm posse delas, e o mais importante, a população delas quer que continue assim.
Os argentinos por acaso dão apoio ao Brasil na busca por um assento no Conselho de Segurança da ONU? Nunca deram, e jamais darão. Bem pelo contrário; se opõem ferozmente.

J.Rubens
J.Rubens
6 anos atrás

É por essas e outras (tão conhecidas) que o tal “Brasil” (a tal República) foi há algum tempo não remoto chamado de “ANÃO DIPLOMÁTICO”. Percebo, agora, que isso, a rigor, foi quase um ELOGIO, tal a insignificância diplomática deste país.

roberto romano
roberto romano
6 anos atrás

Me lembro muito bem estava com 18 anos e todos que estavam alistados surgiram boatos que seriamos chamados para essa guerra idiota,Bom o caso nao e isso quero so saber se os hermanos pagaram o aluguel dos mesmos e se devolveram em otimas condiçoes, Acredito que tudo isso nao aconteceu deram calote.

Zé Bofe
Zé Bofe
6 anos atrás

O VELHO BANDEIRULHA!!!! kkkkkkkkkkkkkk

Ivan Cardozzo
Ivan Cardozzo
6 anos atrás

TV LOMAS VALENTINAS

Ivan Cardozzo
Ivan Cardozzo
6 anos atrás

A Inglaterra também não estava só no conflito, os EU apoiaram eles, com ações de inteligencia e g. eletrônica.

Helder Pinto
Helder Pinto
6 anos atrás

“O P-95, o Bandeirulha, versão militar do EMB-111 Bandeirante,”
O Bandeirulha já é o EMB-111, uma versão DE PATRULHA MARÍTIMA do EMB-110 Bandeirante.

Helder Pinto
Helder Pinto
6 anos atrás

Moderador, por gentileza apagar meu comentário anterior.

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