A Boeing garante que o 737 MAX 7 é mais eficiente que seu principal concorrente, o Airbus A319neo (Boeing)

Após ser avaliado pela FAA e pelo Departamento de Transporte do Canadá, o 737 MAX foi testado pelos europeus da EASA (Boeing)

A EASA, agência de aviação civil europeia, anunciou nesta sexta-feira, 11, ter concluído os voos de testes com o 737 Max equipado com as modificações realizadas pela Boeing para corrigir problemas de segurança que obrigaram a aeronave a ficar aterrada desde março de 2019.

Os voos de testes foram realizados em Vancouver, no Canadá, por conta de restrições de viagem causadas pela COVID-19, afirmou a autoridade. A FAA (agência de aviação civil dos EUA) e o Departamento de Transporte canadense, no entanto, realizaram seus voos a partir do aeroporto Moses Lake, no estado de Washington, nos EUA.

“Como próximo passo na avaliação da aeronave para o retorno ao serviço, a EASA está agora analisando os dados e outras informações coletadas durante os voos em preparação para o Joint Operations Evaluation Board (Comitê conjunto de avaliação de operações). O JOEB está previsto para começar na próxima semana no Aeroporto de Gatwick no Reino Unido”, disse a EASA num curto comunicado.

As agências de aviação civil dos EUA, Canadá, Europa e Brasil formaram um comitê conjunto que avalia as mudanças recebidas pelo 737 Max a fim de impedir que ocorram situações semelhantes a que levaram à queda de duas aeronaves do modelo em 2018 e 2019 e que causaram a morte de 346 pessoas.

A expectativa agora é que a ANAC também realize alguns voos de testes nos próximos dias. Não há, no entanto, um prazo anunciado para o retorno do jato ao serviço. Alguns clientes do 737 Max como a American Airlines e a Gol têm estimado que a Boeing irá receber a certificação do modelo em outubro e que em dezembro poderão voltar a colocá-lo em operação.

A EASA, entretanto, garante que isso só ocorrerá quando a fabricante dos EUA comprovar que as mudanças são satisfatórias. “A EASA tem trabalhado continuamente em estreita cooperação com a FAA e a Boeing para retornar o Boeing 737 MAX ao serviço o mais rápido possível, mas apenas quando estivermos convencidos de que ele é seguro”.

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