Airbus cria dois centros para desenvolver aviões movidos a hidrogênio

Unidades em Bremen (Alemanha) e Nantes (França) estudarão o processo de fabricação de tanques criogênicos capazes de armazenar hidrogênio líquido a -250ºC
Jato conceitual movido a hidrogênio (Airbus)

A Airbus decidiu estabelecer dois centros de desenvolvimento de emissão zero (da sigla ZEDC em inglês) nas unidades de Bremen (Alemanha) e Nantes (França) e que serão responsáveis por estabelecer um método de fabricação de tanques criogênicos a um custo competitivo.

O objetivo é viabilizar o uso de hidrogênio líquido nas aeronaves comerciais ZEROe, anunciadas pela fabricante em 2020.

Segundo a Airbus, a integração das estruturas dos tanques é crucial para o desempenho de uma aeronave movida a hidrogênio. Além da baixíssima temperatura para chegar ao estado líquido (250ºC negativos), o tanque terá que suportar as oscilações de pressão e temperatura de um voo comercial.

A escolha de Bremen tem a ver com a experiência do local com a pesquisa de hidrogênio e que inclui o programa de foguetes Ariane. Será nesse ZEDC que os tanques criogênicos passarão por testes enquanto em Nantes, onde a Airbus concentra o desenvolvimento relacionado à asa central, serão feitos os estudos relativos à estruturas.

Conceitos da Airbus vão testar o uso de motores movidos a hidrogênio
Os projetos ZEROe da Airbus: hidrogênio como alternativa limpa (Airbus)

Os dois centros estarão totalmente operacionais em 2023 com o objetivo de realizar o primeiro voo de um conceito movido a hidrogênio em 2025.

A transformação do hidrogênio na sua forma líquida é necessária por conta da redução de volume, explica a Airbus. Inicialmente, os tanques serão construídos com estruturas metálicas, mas a empresa acredita que será possível adotar uma solução de material composto reforçado por fibra de carbono no futuro.

Aposta no hidrogênio

A Airbus anunciou no ano passado ter optado por estudar a propulsão a hidrogênio como solução mais viável para uma linha de aeronaves comerciais sustentável.

Segundo a fabricante, a tecnologia de motores híbridos-elétricos não oferece ainda condições técnicas para se mostrar viável em aeronaves de maior porte.

No entanto, é justamente esse caminho que a NASA – e provavelmente a Boeing – parece mais inclinadas a percorrer, como anunciou a agência do governo dos EUA recentemente.

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