Apesar de citar o JF-17, Argentina nega ter escolhido novo caça de defesa aérea

Ministério da Defesa afirmou nesta terça-feira que concorrência ainda está em análise técnica e financeira de cinco aeronaves propostas
Um caça JF-17 do Paquisão, maior operador do jato (Shimin Gu)

O Ministério da Defesa da Argentina emitiu nota oficial nesta terça-feira (21) em que nega ter optado pela compra de 12 caças sino-paquistaneses JF-17 Thunder.

Segundo o governo, foi solicitada a inclusão de uma provisão de US$ 664 milhões no orçamento de 2022 para aquisição de caças multifuncionais, porém, a concorrência ainda está na fase de avaliação técnica e financeira de cinco propostas.

“O Ministério da Defesa informa que, por meio de Nota de Autorização de Operações de Crédito Público, solicitou a inclusão no Orçamento de 2022 da autorização de gestão de crédito de até US $ 664 milhões para aquisição de caças polivalentes, para fiscalização e controle do espaço aéreo”, diz a nota.

“Da mesma forma, este ministério esclarece que não foi emitida sobre a compra de aeronaves supersônicas de qualquer origem e está em fase de avaliação técnico-econômica e financeira de cinco alternativas”, completou.

No entanto, o documento divulgado na semana passada traz detalhes da aeronave desenvolvida pela Chengdu em parceria com a PAC (Pakistan Aerospace Complex). O texto cita inclusive se tratarem de caças do bloco III, os mais modernos e atualmente em testes na China.

Trecho da minuta do orçamento de 2022, que cita o caça JF-17 (Reprodução)

Solução esperada há seis anos

O reequipamento da Força Aérea Argentina com um novo caça de defesa aérea é um processo que já leva vários anos. Desde 2015, o país vizinho não conta com uma aeronave do gênero, após a retirada de operação do último Dassault Mirage III.

Várias tentativas de acordo foram buscadas desde então, mas esbarraram em restrições orçamentárias e questões políticas como no caso dos aviões sul-coreanos FA-50, cujos assentos ejetáveis, fabricados pela Martin-Baker, foram vetados pelo governo do Reino Unido.

Os aviões de ataque A-4AR Skyhawk assumiram a defesa aérea argentina por falta de opções (Chris Lofting/Wikimedia)

Enquanto não define uma aeronave, a FAA tem utilizado aviões A-4AR para manter seus pilotos ativos em um esquadrão de defesa aérea improvisado.

Sabe-se que ao menos a russa UAC (MiG-35) e a italiana Leonardo (M-346FA) manifestaram interesse em fornecer aeronaves de combate à Argentina.

O investimento previsto, de US$ 664 milhões, sugere um custo unitário de pouco mais de US$ 50 milhões por aeronave, cerca de um terço do valor que o Brasil paga pelos 36 caças Gripen E/F adquiridos da Saab.

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Vitor
Vitor
24 dias atrás

Porém Argentina não terá tecnologia p/ fabricar as aeronaves. Podendo sair muita caro sua manutenção.

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