Após quase cinco anos, Boeing entrega primeiro 737 MAX para a China

Aeronave 737-8 da China Southern Airlines decolou da fábrica da Boeing, em Seattle, nesta quarta-feira, encerrando um longo hiato que durava desde março de 2019
A China Southern Airlines foi a primeira empresa aérea do país a voltar a receber um 737 MAX novo (Andre Pronk/CC)

Em meio a tantos dissabores recentes, a Boeing teve o que celebrar nesta quarta-feira 24 de janeiro. Trata-se da primeira entrega de um jato 737 MAX para uma empresa aérea chinesa em quase cinco anos.

O 737 MAX 8 de matrícula B-20C8 decolou do Boeing Airfield, em Seattle, às 11h55 (horário local) no voo CSN5073 rumo à Honolulu, no Havaí, primeira escala técnica da viagem de entrega para a China Southern Airlines.

Desde março de 2019, a Boeing não entregava um 737 novo para empresas chinesas, quando o segundo acidente fatal com um 737 MAX 8 fez as autoridades de aviação civil no mundo suspenderem os voos com o modelo.

A China foi o primeiro país a suspender o 737 MAX e desde então, o retorno da aeronave ao serviço comercial passou a ser uma novela cheia de suspense. Apenas no ano passado os jatos já entregues foram autorizados a voar com passageiros novamente.

O voo de entrega do novo 737 MAX chinês (FR24)

A primeira entrega em tanto tempo ocorre em meio a questionamentos sobre as falhas encontradas na produção da família 737 MAX, mais recentemente envolvendo a versão 737-9, cujo exemplar da Alaska Airlines perdeu um tampão de porta em pleno voo há quase três semanas.

Única alternativa à família A320neo

A situação da série 737 MAX parecia voltar ao normal para a fabricante dos EUA no final do ano passado, com aumento da produção e entregas. A CAAC, autoridade de aviação civil da China, havia permitido a entrega de um 787 Dreamliner para a Juneyao Airlines e sinalizava intenção de liberar o envio de novos 737.

No entanto, os novos problemas de qualidade apresentados, além de outras dificuldades persistentes, como a demora em certificar as variantes 737 MAX 7 e 737 MAX 10, ainda ameaçam o futuro da Boeing.

Problemas da Boeing com sua linha de produção ainda assobram o mercado (KGW)

A despeito disso, muitos especialistas consideram imprescindível que a família 737 MAX consiga ser toda ela aprovada para voo e que a produção se normalize.

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Trata-se de uma questão de equilíbrio de mercado já que depender apenas da Airbus em jatos de fuselagem estreita é um risco para o setor visto que nem a fabicante europeia tem conseguido dar conta de tantos pedidos.

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