A Arajet mantém seus planos de iniciar voos regulares para a Venezuela depois de adiar mais de uma vez a estreia no país. A companhia dominicana pretende ligar seus dois principais centros de operação a Caracas, Valencia e Maracaibo.

O projeto começou a avançar em março, quando a empresa solicitou à Junta de Aviação Civil (JAC) da República Dominicana autorização para operar seis rotas. O pedido contempla voos de Santo Domingo e Punta Cana para as três cidades venezuelanas.

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A proposta apresentada pela Arajet prevê duas frequências semanais em cada rota, totalizando 12 voos por semana. As operações seriam realizadas com o Boeing 737 MAX 8, único modelo utilizado pela companhia.

Inicialmente, a Arajet esperava estrear na Venezuela em junho, com uma ligação entre Punta Cana e Caracas. O cronograma acabou postergado e autoridades dominicanas passaram a indicar setembro ou outubro para o início dos voos.

Terremoto atrasou estreia

Os planos sofreram novo atraso após o terremoto que atingiu a Venezuela em junho e provocou danos no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, principal terminal que atende Caracas.

Em agosto, a Arajet confirmou que continuava interessada no mercado venezuelano, mas reconheceu que os danos no aeroporto haviam atrasado o processo. A companhia também passou a considerar Valencia ou Maracaibo como possíveis destinos iniciais caso as condições em Maiquetía impedissem a abertura da rota para Caracas.

Arajet Boeing 737 MAX (Arajet)
Arajet Boeing 737 MAX (Arajet)

A empresa chegou a operar na Venezuela em julho, mas em caráter humanitário. Um de seus 737 MAX transportou profissionais de saúde, equipamentos médicos e um hospital móvel para auxiliar no atendimento após o terremoto.

Até agora, porém, nenhum dos serviços regulares solicitados pela Arajet foi inaugurado e a companhia não anunciou uma nova data definitiva para a estreia.

Mercado volta a atrair companhias aéreas

O interesse da Arajet ocorre em meio à retomada gradual das ligações aéreas internacionais da Venezuela. Companhias latino-americanas voltaram a avaliar operações no país, embora problemas de infraestrutura e questões regulatórias ainda dificultem a recuperação do mercado.

Empresas da região estudam novas ligações diante da melhora das relações diplomáticas e da perspectiva de recuperação da demanda. A infraestrutura aeroportuária, especialmente em Maiquetía, permanece entre os principais obstáculos apontados pelo setor.

A Arajet iniciou suas operações em 2022 e construiu sua malha com uma frota exclusivamente formada por Boeing 737 MAX 8. A empresa utiliza Santo Domingo e Punta Cana para conectar destinos no Caribe, América do Norte e América do Sul.