A Azul deve chegar a 505 voos diários em outubro (Daniel Torres)

A Azul planeja atingir uma média diária de 505 voos em outubro, revelou a companhia aérea nesta terça-feira, 15. Ainda segundo a empresa, a meta é passar a atender 89 destinos no mês que vem, num sinal de que a volta aos patamares pré-pandemia pode ocorrer num futuro não tão distante. Prova disso é que essa malha de voos equivale, de acordo a companhia, a 60% da operação doméstica de outubro de 2019. Neste mês, a empresa chegou a uma média de 400 voos diários.

Uma das novidades de outubro é a reabertura da base de Sorriso, no Mato Grosso. Além disso, a Azul ampliará as rotas a partir de Viracopos, seu principal hub, para cidades como Rondonópolis, Juazeiro do Norte e Petrolina. Além de Campinas, também Guarulhos e Recife terão novos voos, entre outros aeroportos.

“Seguimos com nosso plano de retomada do serviço de transporte aéreo em todas as regiões do Brasil. A Azul é a maior companhia área em número de destinos e voos diários e reforçamos essa nossa posição na malha de outubro, criando novas ligações em todas as regiões do país e estimulando as pessoas a viajarem com segurança, seja a lazer ou a trabalho”, afirmou Abhi Shah, vice-presidente de receitas da Azul.

Apesar do crescimento contínuo, a procura pelos voos da companhia em agosto foi menor que o aumento da oferta, segundo dados divulgados pela Azul na semana passada. A oferta de assentos-quilômetro (ASK) subiu para 1.024.000.000 contra 752.000.000 em julho, crescimento de 36%. No entanto, o número de passageiro-quilômetros transportados (RPK) teve alta de 30%, chegando a 775.000.000, o que fez a taxa de ocupação cair de 79,4% para 75,7%.

Mais duramente afetados pela crise no transporte aéreo, os voos internacionais da empresa continuam restritos. A oferta e a demanda em agosto foram cerca de 90% menores do que no mesmo período de 2019. No mês passado, a Azul transportou menos passageiros em suas rotas para o exterior, inclusive.

Apesar do relaxamento nas restrições impostas pelos EUA para o pouso de aviões oriundos do Brasil, que agora podem operar em 149 destinos em vez de apenas 15, a expectativa é que isso não se reflita ainda numa ampliação da procura por passagens para o país. A razão é que a medida só vale para brasileiros com visto de trabalho ou residente, portadores de green card ou cidadãos americanos, ou seja, exclui os turistas brasileiros.

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