Boeing estende paralisação em fábricas por tempo indeterminado

Instalações da Boeing no estado de Washington estão paradas desde o dia 25 de março
(Boeing)
A Boeing suspendeu as atividades de produção de aeronaves comerciais no último dia 25 de março (Boeing)

A paralisação das operações de produção da Boeing no estado de Washington que deveriam durar 14 dias agora não tem uma data definida para terminar. Em comunicado divulgado no domingo (5/4), a fabricante informou que as atividades industriais nas áreas conhecidas como Puget Sound e Moses Lake permanecerão suspensas até novo aviso.

As fábricas da Boeing em Washington estão paradas desde o dia 25 de março devido a disseminação do novo coronavírus (Covid-19) no estado, que é um dos mais afetados pelo surto da doença no país. A medida afeta as principais linhas de produção de aeronaves comerciais da empresa, como as plantas em Everett e Renton, onde são produzidos os modelos 737 MAX, 787 e o novo 777X.

Durante a suspensão, a fabricante diz que continuará a implementar ações adicionais de saúde e segurança em suas instalações para proteger os funcionários. Essas medidas incluem novas pistas visuais para incentivar o distanciamento físico e higienização das áreas de trabalho.

“A saúde e a segurança de nossos funcionários, familiares e comunidades são nossa prioridade”, disse o presidente e CEO da Boeing Commercial Airplanes, Stan Deal. “Vamos aproveitar esse tempo para continuar ouvindo nossa incrível equipe e avaliar a direção governamental aplicável, a disseminação do coronavírus na comunidade e a confiabilidade de nossos fornecedores para garantir que estamos prontos para um retorno às operações com segurança e ordem”.

A Boeing emprega aproximadamente 70.000 funcionários no estado de Washington. A decisão de manter as fábricas paradas afeta cerca de 30.000 colaboradores, principalmente os que atuam nas linhas de produção. Outros empregados que podem trabalhar em casa continuarão a fazê-lo, enquanto voluntários continuarão a manter os serviços essenciais nas plantas, informou a empresa.

No domingo, as autoridades do Departamento de Saúde do estado de Washington confirmaram 393 casos adicionais e 28 mortes por Covid-19, elevando o total para 7.984 casos e 338 fatalidades na região.

Um relatório interno da Boeing obtido pelo jornal The Seattle Times aponta que, até o último sábado (4/4), a empresa tinha 133 funcionários infectados pelo coronavírus, a maioria no estado de Washington. No final de março, um empregado da fábrica de Everett morreu em decorrência da Covid-19, o inspetor de controle de qualidade Elton Washington, de 57 anos.

Nota do editor: Não confundir o estado de Washington com Washington DC, a capital dos EUA, um distrito federal entre os estados de Maryland e Virginia.

Veja mais: “Aviões idosos” estão sendo aposentados às pressas pelo coronavírus

 

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  1. Seria interessante a Boeing aproveitar muito dessa equipe que vai ficar ociosa, pra criar projetos de equipamentos essenciais de UTI ou também, usar alguns voluntários pra fazer a manutenção do maquinário.

    O Covid-19 escancarou o quanto os EUA está frágil na questão de UTI e dependência desse tipo de maquinário essencial à vida; Imagine se não fosse o Covid-19 e fossem atos terroristas simultâneos? Ou dá uma loucura num líder de algum país poderoso e resolva bombardear o país? Ou mesmo um Golpe de Estado ou Luta Separatista bem arquitetada por um militar de alta patente e respeito que causa uma guerrilha em um centro urbano em plena Califórnia?

    Bem capaz que o vírus ensinará ao mundo a importância dos equipamentos de UTI e outros de Saúde, deixando uma reserva desses equipamentos em espera em quartéis ou bunkers pra ser usados em cenários de Guerra, Terrorismo e Pandemias. E também fazer que empresas como Boeing em caso extremos, possam converter rapidamente suas fábricas de peças de aviação para peças e manutenção de equipamentos hospitalares.

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