Chefão da Lufthansa fala em mudar pedidos de aviões e admite conversa com Embraer

Em seminário online, Carstern Spohr, CEO da companhia aérea afirmou que empresa negocia com a Airbus e a Boeing, com as quais têm encomendas de jatos A350, 787 e 777X
A Lufthansa encomendou mais 20 jatos A350-900 (Lufthansa)
A Lufthansa encomendou mais 20 jatos A350-900 em 2019 (Lufthansa)

A Lufthansa pode anunciar em breve uma renegociação de suas encomendas de jatos de longo alcance com Airbus e Boeing, admitiu nesta segunda-feira o CEO da empresa alemã, Carstern Spohr, durante um seminário online da London School of Economics.

Sem especificar quais serão as mudanças, Spohr mostrou ceticismo quanto à retomada da demanda de viagens executivas na Europa e Estados Unidos. Atualmente, a Lufthansa possui encomendas de 41 A350-900, 20 Boeing 787-9 e 20 777-9, o maior bimotor de passageiros do mundo, do qual deverá ser a cliente lançadora em 2023.

Não é a primeira vez que a Lufthansa fala em rever seus acordos, mas crescem os rumores de que a companhia aérea alemã deverá substituir parte desses pedidos por aeronaves de menor capacidade, mais adequadas à realidade do tráfego aéreo internacional.

No caso da Airbus, cogita-se a possibilidade de trocar alguns A350 pelo A330neo ou até mesmo pelo A321XLR, variante de longo alcance do jato de corredor único. Já a Boeing teria a opção de substituir parte dos 777-9 pelo 787 Dreamliner.

Projeção do Boeing 777-9 com as cores da Lufthansa (Divulgação)

A companhia já opera 17 jatos A350 enquanto esperava pelo primeiro 787 Dreamliner em 2022 após anunciar sua encomenda há dois anos. No entanto, a Airbus e a Boeing não quiseram comentar o assunto com a Forbes.

Negociações com Embraer

Spohr também revelou que a empresa está conversando com a Embraer sobre a renovação de sua frota. A fabricante brasileira tem aeronaves E-Jets de primeira geração voando na Lufthansa, Austrian Airlines e Air Dolomiti enquanto a Swiss opera o rival A220.

Atualmente, a frota da Embraer reúne 43 unidades, nove E190 e 34 E195, segundo o site Planespotters. Há também 29 jatos A220 na Swiss, além de 105 A319, estes passíveis de substituição por aeronaves mais eficientes.

Desde o início da pandemia, a Lufthansa tem reduzido sua frota, sobretudo os quadrimotores A380, A340 e 747, que já eram considerados aviões de custos elevados antes mesmo da pandemia.

Os E-Jets fazem parte das frotas da Lufthana Cityline, Air Dolomiti e Austrian Airlines (Embraer)

Veja também: Na contramão do mercado, Singapore decide ampliar encomenda do 777X

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