Os E-Jets fazem parte das frotas da Lufthana Cityline, Air Dolomiti e Austrian Airlines (Embraer)

A Embraer tem divulgado com frequência que seus E-Jets têm sido utilizados com frequência durante a pandemia do COVID-19 por conta de sua capacidade de passageiros mais realista com o atual cenário. Nesta semana, a fabricante destacou que o grupo Lufthansa tem sido um dos clientes que mais utiliza essa estratégia por meio de suas companhias aéreas associadas.

Segundo a Embraer, as empresas Air Dolomiti, Austrian Airlines e Lufthansa Cityline estão operando quase todos os seus E190 e E195 em rotas de curto alcance no continente europeu.

A italiana Air Dolomiti, por exemplo, estaria com 14 de 15 E195 em operação e já voa para cidades como Florença e a região da Sicília e Sardenha. A empresa pretende retomar voos para Frankfurt e Munique até o final de julho.

Já a Austrian Airlines voa com 14 de 17 E195, segundo o site Planespotters, mais do que o dobro de A320 operacionais no momento. Segundo a fabricante, a empresa austríaca deve fechar julho com 50 destinos atendidos, entre eles Viena e Bruxelas.

Por fim, na subsdiária regional Lufthansa Cityline, a presença dos E-Jets é um pouco menor: ainda segundo o Planespotters, todos os E190 (nove aviões) estão ativos enquanto dois E195 permanecem estacionados.

A aeronave mais utilizada pela empresa é o rival da Embraer, o CRJ-900, com 21 aviões em uso, mas que confirmam a tese da companhia de que jatos de menor capacidade têm sido mais úteis na atual realidade.

Voo Frankfurt-Nova York de volta

Se o movimento de retomada de voos de curta duração é bastante intenso, as rotas de longo alcance da Lufthansa ainda estão longe do cenário pré-Covid. A movimentada rota Frankfurt-Nova York, por exemplo, foi retomada na segunda-feira com cinco frequencias semanais operadas com o Airbus A330-300. Os voos passarão a ser diários a partir de agosto.

A companhia alemã está negociando uma ajuda governamental de 9 bilhões de euros (R$ 54 bilhões) para enfrentar a crise. Com quase 200 aviões encomendados, a Lufthansa pretende cancelar parte dos pedidos para reaver dinheiro, mas a União Europeia tem pressionado a empresa a renovar sua frota para reduzir a emissão de poluentes.

Airbus A330-300 da Lufthansa

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