Enquanto o MAX 10 não chega, o novo 737 MAX 9 é o maior 737 já produzido pela Boeing (Divulgação)

A Boeing está proibida de entregar o 737 Max desde março de 2019 (Divulgação)

Enfrentando a maior crise de sua história devido a paralisação mundial do 737 Max, a Boeing sofreu um encolhimento sem precedentes em 2019. Segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (14), a fabricante norte-americana entregou 380 aeronaves comerciais no ano passado.

Esse foi o pior resultado da Boeing desde 2005, quando entregou 290 aviões de passageiros. Nessa época, a aviação comercial ainda se recuperava dos efeitos do ataque terrorista que destruiu as Torres Gêmeas, em Nova York, em 11 de setembro de 2001. Comparado ao resultado anotado em 2018 (quando entregou 806 aeronaves), a companhia sofreu uma queda brusca de 53% em entregas.

Proibida de entregar os jatos da série Max há quase 10 meses, a Boeing viu o sofisticado 787 Dreamliner se tornar seu principal produto em 2019, com um total de 158 unidades entregues. Em seguida aparece o 737 (séries NG e MAX), que somou 127 entregas no ano passado. Na sequência estão o 777 (45 unidades entregues), 767 (43 unidades) e o 747 (sete unidades).

Baile da Airbus

Após uma década de disputas acirradas, a Boeing foi superada de longe pela rival Airbus em 2019. Hoje o maior fabricante aeronáutico do mundo, o grupo europeu alcançou o resultado histórico de 863 aeronaves comerciais entregues no ano passado – 483 aviões a mais que a concorrente dos EUA.

O produto mais popular da Airbus no ano passado foram os jatos da série A320, com 642 exemplares entregues, incluindo 551 modelos da família A320neo. Ainda entre os aviões de corpo estreito, o grupo europeu somou 48 jatos A220 (ex-Bombardier CSeries) entregues em 2019.

A despeito do sucesso absoluto nas categorias de entrada, a Airbus ficou atrás da Boeing em 2019 no segmento de aviões de fuselagem larga (widebody): a fabricante americana entregou 253 aeronaves widebodies no ano passado, contra 173 da companhia europeia (112 A350, 53 A339 e oito A380).

A recuperação da Boeing depende essencialmente do 737 Max retornar ao serviço, embora ainda não exista um prazo definido para isso acontecer. A incorporação da Embraer Aviação Comercial, prevista para ser concluída em abril, também deve ajudar a “engordar” os números da fabricante norte-americano ao final deste ano.

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