Próximo avião comercial da Embraer, o lançamento do E175-E2 foi adiado para 2023 (Embraer)

A Embraer anunciou nesta quinta-feira, 3 de setembro, a demissão de 900 funcionários em suas unidades no Brasil. O ajuste corresponde a 4,5% do efetivo total da fabricante.

Segundo o comunicado da empresa, as demissões estão relacionadas aos impactos causados pela pandemia da Covid-19 na economia global e pela quebra do acordo de parceria com a Boeing, cancelado pela fabricante norte-americana no final de abril. A Embraer diz que o objetivo dos desligamentos “ é assegurar a sustentabilidade da empresa e sua capacidade de engenharia”.

A pandemia afetou particularmente a divisão de aviação comercial da Embraer, que no primeiro semestre de 2020 apresentou redução de 75% das entregas de aeronaves, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Além disso, a situação se agravou com a duplicação de estruturas para atender a separação da aviação comercial, em preparação à parceria não concretizada por iniciativa da Boeing, e pela falta de expectativa de recuperação do setor de transporte aéreo no curto e médio prazo.

Desde o início da pandemia, a Embraer adotou uma série de medidas para preservar empregos como férias coletivas, redução de jornada, lay-off, licença remunerada e três planos de demissão voluntária (PDV). Também reduziu o trabalho presencial nas plantas industriais com o objetivo de zelar pela saúde dos colaboradores e garantir a continuidade dos negócios. Os três PDVs registraram adesão voluntária de cerca de 1,6 mil colaboradores no Brasil.

Ao todo, a Embraer mantinha cerca de 16 mil funcionários no Brasil, sendo 10 mil em São José dos Campos (SP), a principal sede da empresa. O número de desligamentos por unidade não foi informado. A Embraer também possui fábricas em Botucatu e em Gavião Peixoto, ambas no Estado de São Paulo.

“A companhia reconhece e agradece o empenho sempre demonstrado pelos profissionais que deixam a organização neste momento. E conta com o engajamento de todos para atravessar a grave crise atual e manter a empresa competitiva no mercado global”, diz o comunicado da Embraer.

Para enfrentar esse período de crise, a Embraer recebeu em junho um empréstimo de US$ 600 milhões do BNDES e de bancos privados.

Veja mais: Primeiro caça Gripen da FAB está a caminho do Brasil