“Embraer não atendeu às condições necessárias” para concluir joint venture, diz Boeing

As duas empresas tinham até o dia 24 de abril de 2020 para ratificar o acordo
O acordo entre Boeing e Embraer deve ser concluído nos primeiros meses de 2020 (Airway)

A Boeing confirmou neste sábado (24/4) que rescindiu o contrato com a Embraer pelo qual as empresas buscavam criar uma joint venture na área de aviação comercial da empresa brasileira. Em comunicado, a fabricante norte-americana diz que a empresa brasileira “não atendeu às condições necessárias” para concluir o acordo e por isso optou pela rescisão.

Segundo os termos do acordo, o dia 24 de abril de 2020 era a data limite inicial para rescisão, passível de extensão por qualquer uma das partes caso algumas condições fossem cumpridas.

“A Boeing trabalhou diligentemente nos últimos dois anos para concluir a transação com a Embraer. Há vários meses temos mantido negociações produtivas a respeito de condições do contrato que não foram atendidas, mas em última instância, essas negociações não foram bem-sucedidas. O objetivo de todos nós era resolver as pendências até a data de rescisão inicial, o que não aconteceu”, disse Marc Allen, presidente da Boeing para a parceria com a Embraer e operações do Grupo.

“É uma decepção profunda. Entretanto, chegamos a um ponto em que continuar negociando dentro do escopo do acordo não irá solucionar as questões pendentes”, acrescentou o executivo.

A parceria proposta entre a Boeing e a Embraer havia recebido aprovação incondicional de todas as autoridades regulatórias, exceto a Comissão Europeia.

De acordo com o comunicado, a Boeing e a Embraer irão manter o contrato vigente relativo à comercialização e manutenção conjunta da aeronave militar C-390 Millenium firmado em 2012 e ampliado em 2016.

Pelos termos do acordo assinado em 2018, a Boeing assumiria 80% da divisão de aeronaves comerciais da Embraer, que deteria os 20% restante. A negociação era avaliada em US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões na cotação atual).

Veja mais: Airbus avança na produção do A321XLR meio à pandemia

 

 

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Sergio Eduardo Stemp
2 anos atrás

A Boeing está declinando pois a situação financeira com o impacto do aterramento do 737 max mais a pandemia , ficou delicada.Essa é a realidade.

Marcelo Lopes
Marcelo Lopes
2 anos atrás

Que povo safado! Perdoem-me! Em que momento no processo todo, e eu acompanho, a Boeing alguma vez fez reclamação de que a Embraer deixou de fazer/cumprir alguma coisa?

Marcelo Lopes
Marcelo Lopes
2 anos atrás

Pois é Sérgio, Isso está mais que claro, e agravada com a crise causada pela pandemia. Mas porque acham que vão enganar as pessoas lançando mão de uma desculpa tão esfarrapada?

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