A empresa Icelease vai incorporar seu primeiro Boeing 767-300BCF após contratar a conversão de um 767-300ER de passageiros em cargueiro. O acordo com a Boeing inclui opções para transformar outros dois aviões.
A aeronave entrará nas instalações da ST Engineering em Cingapura no primeiro trimestre de 2027 e deverá ser entregue no trimestre seguinte. Boeing e Icelease não revelaram qual 767-300ER será usado na conversão.
O negócio colocará a Icelease no segmento de cargueiros de fuselagem larga dos programas de conversão da Boeing. A empresa já havia contratado 11 conversões para 737-800BCF em 2021 e foi cliente de lançamento da linha criada pela fabricante em Gatwick, no Reino Unido.
A chegada do 767 acontece num momento particular para o modelo. Os exemplares convertidos ganham espaço enquanto a Boeing se aproxima do encerramento da produção do 767-300F de fábrica.
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Desde o início de 2020, quase 150 aviões 767 de passageiros foram transformados em cargueiros, segundo dados da Aviation Week. Somados aos mais de 100 exemplares novos entregues no mesmo período, eles ajudaram a elevar a frota cargueira do 767 para quase 550 aeronaves, enquanto pouco mais de 200 continuam no transporte de passageiros.
A tendência deve manter as conversões em evidência depois do fim da produção comercial do 767. A Boeing pretende entregar os últimos 767-300F de fábrica e encerrar essa atividade em 2027. A linha de montagem continuará aberta para o KC-46A, versão militar usada como avião-tanque.

Fim do 767F de fábrica
O horizonte de 2027 surgiu com as novas regras de emissões para aeronaves estabelecidas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Posteriormente, os Estados Unidos criaram uma exceção legislativa que permitiria fabricar o 767-300F para clientes americanos até 2033, mas a Boeing decidiu não aproveitar os anos adicionais e anunciou em 2024 que encerraria a produção comercial em 2027.
A FedEx recebeu em maio de 2026 seu 152º e último 767-300F novo. Naquele momento, a carteira da Boeing ainda tinha 15 cargueiros do modelo, sete destinados à UPS e oito atribuídos a um cliente não identificado.
As conversões não estão sujeitas ao mesmo limite porque aproveitam aeronaves já existentes. Com isso, os 767-300ER que ainda transportam passageiros formam um estoque de possíveis candidatos para prolongar a presença do modelo no mercado cargueiro depois que os últimos aviões novos deixarem a fábrica.
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A Boeing chegou à marca de 100 conversões do 767-300BCF em fevereiro de 2025. A fabricante afirmou neste ano que há aeronaves adequadas disponíveis para sustentar mais de 100 conversões ao longo da próxima década.
O 767-300BCF ocupa essencialmente o mesmo segmento do 767-300F produzido como cargueiro desde a fábrica. O avião convertido pode transportar cerca de 57 toneladas e tem alcance aproximado de 6.110 km (3.300 milhas náuticas) com essa carga.
O primeiro 767 convertido para a Icelease deverá integrar a carteira de cargueiros administrada pela empresa irmã IAT Leasing, que atualmente inclui sete 737-800BCF. A IAT também administra dez Airbus A330-300 convertidos em cargueiros e arrendados à Amazon Air.



