FAdeA, da Argentina, apresenta nova versão do jato militar Pampa III

Nova versão Block II tem como principal diferencial um novo sistema de comunicação datalink
FAdeA - Pampa III Bloque II

A Fabrica Argentina de Aviones (FAdeA) apresentou na terça-feira (9) em sua sede em Córdoba, na Argentina, a nova versão “Bloque II” do jato militar Pampa III. Antes disso, a aeronave com as atualizações já havia feito seu primeiro voo de teste, no fim de fevereiro.

O principal diferencial do modelo Bloque II é o novo sistema datalink Embedded Virtual Aviniocs, que permite injetar dados operacionalmente realistas nos monitores da cabine e simular o disparo de armas, entre outras funções de treinamento. O equipamento também melhora a comunicação dos pilotos e permite o compartilhamento de dados entre aeronaves e estações em terra.

Até o fim deste mês, a FAdeA ainda vai concluir mais um protótipo do Pampa III com as novas especificações para dar continuidade aos testes e certificação da versão atualizada. O projeto deve ser concluído ainda neste ano, segundo o fabricante.

Nos últimos anos, o Pampa vem sendo oferecido pelo governo argentino a uma série de países, sobretudo na América Latina. Em 2020, por exemplo, a Guatemala esteve próxima de adquirir a aeronave, mas o plano acabou suspenso. Outras nações que recentemente também demonstraram interesse nos FAdeA foi a Etiópia e os Emirados Árabes Unidos.

FAdeA - Pampa III Bloque II
(FAdeA)

Flecha argentina

O Pampa é o filho mais novo de uma antiga linhagem de caças a jato fabricados pelos argentinos – a Argentina, diga-se, foi um dos países pioneiros na construção de jatos de guerra.

A aeronave foi desenvolvida entre o final dos anos 1970 e início dos 1980 para atender um pedido da Força Aérea Argentina (FAA) para um novo avião de treinamento avançado. O primeiro protótipo do Pampa voou em 6 de outubro de 1984.

O 'Pampa', produzido pela FMA, entrou em operação na Argentina em 1988 (FAA)
O ‘Pampa’, produzido pela FMA, entrou em operação na Argentina em 1988 (FAA)

O avião foi desenvolvido originalmente pela FMA (de Fábrica Militar de Aviones), criada pelo governo da Argentina, e posteriormente renomeada como FAdeA. A fabricante argentina ainda teve ajuda da alemã Dornier no início do projeto. Não por acaso, o design do Pampa tem forte influência do Alpha Jet e parece uma versão reduzida do jato de treinamento anglo-francês.

A demora na introdução da aeronave e a continuação de seu desenvolvimento, porém, são grandes manchas na carreira do Pampa. Programas de modernização e sua implementação na FAA sempre atrasaram ou foram cancelados. Em mais de três décadas de produção, menos de 30 aviões foram entregues.

Todos os Pampa ficam baseados na base da FAA em Mendoza, onde operam como aviões de treinamento avançado. O jato argentino também tem certa capacidade de combate, com opções de ser armado com um canhão de 30 mm, bombas e foguetes.

A FAA encomendou 40 jatos Pampa III (Esteban Vermaasen)

Nos anos 90, o Pampa viveu um de seus maiores momentos de evidência quando concorreu no programa de aeronaves de treinamento primário da força aérea dos Estados Unidos. Nessa época, a ainda FMA era controlada em forma de concessão pela Lockheed Martin. O grupo entrou na disputa com o Pampa 2000, mas o avião argentino perdeu para o turbo-hélice T-6 Texan II, da Beechcraft.

A versão mais recente da aeronave, o Pampa III, pode utilizar praticamente todo o leque de armas do A-4AR, versão argentina do veterano caça-bombardeiro A-4 Skyhawk. As duas aeronaves compartilham o mesmo software de armamentos.

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  1. A Argentina não ia adquirir o FA-50 ou mudou para o Pampa III? Será esse o principal avião de defesa da Argentina?

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