Inédito jato comercial da Boeing será feito com ferramentas digitais

Mas por conta da falta de maturidade dos atuais sistemas, CEO da companhia só vê isso ocorrendo dentro de pelo menos dois anos
A Boeing quase lançou o 797 tempos atrás (Montagem)

O desejo de ver o hipotético jato 797 nos céus ainda vai demorar. A despeito das dificuldades em competir com a Airbus, a Boeing não tem pressa em lançar uma aeronave complemamente nova no mercado.

Foi o que explicou Dave Calhoun, CEO da fabricante, nesta semana, durante uma conferência nos EUA. Segundo o chefe da Boeing, o próximo avião de passageiros da companhia será desenvolvido por meio de ferramentas digitais, que devem encurtar o tempo do programa e reduzir seus custos.

A questão, segundo Calhoun, é que a tecnologia ainda não está madura o suficiente para desenvolver uma aeronave complexa como um jato comercial. Atualmente, a empresa já usa esse recurso em programas como o T-7A Red Hawk, um treinador produzido em conjunto com a Saab para a Força Aérea dos EUA.

Levará “pelo menos alguns anos antes que eu tenha certeza de que essas ferramentas são testadas e maduras o suficiente para serem implementadas no próximo avião”, disse Calhoun.

Boeing 777X: confiança nos atuais projetos (Boeing)

Foco nos atuais aviões

Para a Boeing, um novo jato comercial precisará ser um salto em tecnologia significativo para compensar os enormes custos. Para isso será preciso uma revolução nos motores, capaz de gerar uma economia de operação de 20% a 25% em relação às atuais aeronaves, mais isso não está no horizonte ainda.

A Boeing esteve perto de lançar o suposto 797, chamado internamente de New Mid-market Aircraft (NMA) em 2018, um modelo que teria uma fuselagem larga ligeiramente maior que os atuais jatos de corredor único. Logo em seguida, os problemas do 737 MAX surgiram, colocando o projeto em compasso de espera.

Apesar da desvantagem para a Airbus, sobretudo em relação à família A320neo, Calhoun não pareceu preocupado. O foco, segundo ele, é voltar a produzir o 737 MAX em quantidade suficiente e entregar os 240 aviões que estão estacionados à espera de seus clientes.

A esperança no mercado de longa distância está na volta das entregas do 787 Dreamliner e na estreia do 777X, widebody que não possui rivais, segundo a Boeing.

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