O jato comercial C919-600, versão de alta altitude do modelo C919 da COMAC, realizou seu voo inaugural nesta quarta-feira, 29 de julho, tornando-se o segundo integrante da família a iniciar os testes em voo.
O protótipo, matrícula B-002U, decolou do Aeroporto Internacional de Xangai Pudong e permaneceu no ar por 1 hora e 59 minutos, cumprindo todos os itens de teste previstos, segundo o fabricante chinês.
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A COMAC afirmou que o voo representa um passo importante no desenvolvimento da família C919. A empresa não informou quando espera obter a certificação da nova variante.
A aeronave foi otimizada para operações em aeroportos situados em grandes altitudes, especialmente no Planalto Tibetano. Em relação ao C919 padrão, o modelo apresenta fuselagem encurtada e sistemas aprimorados para melhorar o desempenho em condições de ar rarefeito.

A variante acomoda cerca de 140 passageiros, enquanto o C919 padrão tem capacidade típica para aproximadamente 164 assentos. A COMAC desenvolve a aeronave em parceria com a Xizang Airlines, anteriormente Tibet Airlines, que assinou um pedido para 40 unidades e será a cliente lançadora.
O primeiro protótipo foi apresentado em janeiro de 2026 e, desde então, concluiu testes em solo, incluindo ensaios de taxiamento e frenagem em alta velocidade, antes do voo inaugural.
Versão alongada
O C919-600 é uma das duas derivações em desenvolvimento para a família C919. A COMAC também trabalha em uma versão alongada, com capacidade para cerca de 210 passageiros, destinada a competir em segmentos atualmente atendidos pela família Airbus A320neo e pelo Boeing 737 MAX.
Embora o programa C919 tenha se tornado um dos projetos aeroespaciais de maior destaque na China, a COMAC ainda enfrenta desafios para aumentar a produção. A aeronave depende de diversos sistemas e componentes fabricados no Ocidente, incluindo motores, aviônicos e outros equipamentos fornecidos por empresas dos Estados Unidos e Europa.

Diferentemente da indústria de aviação comercial da Rússia, fortemente impactada por sanções internacionais, a China continua a adquirir muitos desses sistemas de fornecedores ocidentais. No entanto, mudanças nas políticas comerciais e restrições de exportação entre Pequim e Washington criaram incertezas na cadeia de suprimentos, limitando a capacidade da COMAC de acelerar a produção.
O ritmo mais lento de fabricação atrasou entregas e dificultou os planos de expansão das companhias aéreas chinesas que pretendem incorporar o C919 como alternativa às famílias Airbus A320neo e Boeing 737 MAX.



