Criada a partir da fusão entre Passaredo e MAP, a VoePass opera uma frota com 16 turboélices ATR (VoePass)

Em uma nota curta publicada no último domingo, 6, no jornal O Globo, o colunista Lauro Jardim afirmou que a VoePass (ex-Passaredo Linhas Aéreas) está “abatida pelo coronavírus” e estuda entrar na justiça com um pedido de Recuperação Judicial.

Questionado pelo Airway, o setor de comunicação da VoePass se mostrou surpreso com a notícia. Em nota oficial enviada ao site, a companhia disse que “não irá de manisfestar sobre especulações de mercado realizadas sem qualquer base ou fundamento”.

Sobre o abatimento durante a pandemia, a VoePass informou que “implementou todas as medidas necessárias para a manutenção da empresa durante a maior crise da história da aviação mundial, tomando no tempo certo e adequado decisões sobre a paralisação de suas operações aéreas, suspensão de contratos de trabalho e outras medidas para preservação do caixa da empresa”.

A reposta da empresa ainda continua: “em julho de 2020, foi firmado um acordo de 12 meses com os aeronautas, permitindo redução proporcional de salários e jornadas de trabalho, garantindo-se a estabilidade de emprego para todos os tripulantes. As negociações para restruturação dos contratos de leasing das aeronaves foram concluídas com êxito. Além dessas medidas, outras foram tomadas a fim de viabilizar a retomada das operações da empresa, que ocorreu em 03 de julho de 2020”.

A VoePass também informou que está atendendo 33 destinos em todas as regiões do Brasil, o que representa 70% das 47 localidades servidas por voos da empresa antes da pandemia.

Caso o processo seja de fato confirmado, está será a segunda vez que a empresa aérea com sede em Ribeirão Preto (SP) entra em Recuperação Judicial. A VoePass também controla a MAP Linhas Aéreas, de Manaus (AM).

Em outubro de 2012, a então Passaredo ingressou com o pedido de recuperação com o objetivo de viabilizar o pagamento de seus passivos e preservar as atividades. Foi nessa época que a empresa deixou de operar jatos e passou a voar somente com aeronaves turboélices, além de focar sua malha de voos no transporte regional. O plano foi aprovado em 2013 e a companhia conseguiu renegociar uma dívida que passava dos R$ 150 milhões. Em 2017, o processo foi concluído.

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