KLM anuncia encomenda de até 35 jatos E195-E2 da Embraer

Encomenda da empresa holandesa inclui 15 pedidos firmes e opções de compra para outras 20 aeronaves; valor do contrato pode alcançar 2,48 bilhões
(Embraer)
A Embraer levou o E195-E2 para o Paris Air Show com a pintura especial “Liontech” (Embraer)

O novo jato E195-E2 da Embraer ganhou seu primeiro grande cliente da Europa. A fabricante anunciou nesta quarta-feira (19) no Paris Air Show a “intenção de compra” da companhia aérea holandesa KLM Cityhooper, subsidiária regional da KLM, para até 35 aviões, sendo 15 pedidos firmes e opções de adquirir outras 20 aeronaves do mesmo modelo.

O acordo entre as duas partes ainda exige um Contrato de Compra, cujo valor pode alcançar US$ 2,48 bilhões se todos os direitos de compra forem exercidos pela KLM. O pedido será adicionado à carteira de pedidos da Embraer assim que o contrato firme for concluído, informou a fabricante.

“Com uma frota de 49 E-Jets, a KLM já é a maior operadora da Embraer na Europa e adicioná-la à família E2 de operadores seria um grande voto de confiança em nosso atendimento pós-venda e no programa E2. A aeronave usa 30% menos combustível por assento em comparação aos atuais E190 da KLM Cityhopper. E, em termos de ruído, a aeronave é a mais silenciosa de sua classe, tanto internamente para os passageiros quanto externamente, por uma margem significativa”, disse John Slattery, presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial.

A KLM Cityhooper é a quarta companhia aérea que inicia o processo de compra do E195-E2. Certificado recentemente pela ANAC e órgãos reguladores dos Estados Unidos e Europa, o novo jato da Embraer vai estrear no segundo semestre deste ano com a Azul, que encomendou 51 unidades. A aeronave também tem pedidos da empresa Air Peace, da Nigéria, e da Binter Canarias, da Espanha.

A KLM é o maior operador de jatos da Embraer na Europa com 49 aeronaves em serviço (KLM)

“A Embraer tem sido um parceiro fundamental para a KLM e a KLM Cityhopper nos últimos dez anos. Nossos clientes apreciam o E190 e o E175. O E2 seria uma adição bem-vinda à frota da KLM, proporcionando maior flexibilidade de capacidade e ajudando a reduzir custos. Além disso, o ecoeficiente E195-E2 também suporta os nossos objetivos de sustentabilidade com níveis mais baixos de ruído e emissões”, disse Pieter Elbers, presidente e CEO da KLM.

Veja mais: Embraer apresenta novo “avião-radar” baseado no Praetor 600

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Geovane
2 anos atrás

Mas o nome não é Boeing Brasil agora? Embraer, já era! Entreguistas devem estar muito satisfeitos.

Bili Joe
Bili Joe
2 anos atrás

Muito bom! Agora vamos deixar os americanos mais ricos! Parabéns ao Bolsonaro pela entrega do último orgulho que restava para o brasileiro depois da morte do Ayrton Senna e do 7 a 1 pra Alemanha em casa.

V.silva
V.silva
2 anos atrás

A maior parte dos lucros vai para os americanos.
Parabéns aos entreguistas!

Lindomar
Lindomar
2 anos atrás

Os melhores aviões de carga, os melhores aviões de caça leve e os melhores aviões comerciais do mundo são da Embraer. Só que a Embraer não mais do Brasil! Foi doada em troca de títulos da dívida para os EUA.

Ubiraci Miranda do Carmo
2 anos atrás

Parabéns pela realizações com vendas e vamos ficar imaginando que será um bom negócio pois as coisas acontecem no Brasil quase sempre com um requinte de improbidade e falta punição pra essas situações

Juluio
Juluio
2 anos atrás

Meu Deus. Como tem gente burra ou mal intecionada nos comentários.

Entreguista? Troca da Embraer por títulos da dívida?

Ah, vão chupar um prego até virar tachinha.

1 – A Embraer não foi doada;

2 – A Embraer é uma empresa PRIVADA, governo não é dono;

3 – A cartada inicial foi dada pela Airbus ao comprar a linha de jatos comerciais da Bombardier, para oferecer a preços competitivos de manutenção, aviões de 70 a 400, 500 passageiros. Caso o acordo não ocorresse, a Boeing desenvolveria aviões menores do zero, quebrando a Embraer em poucos anos.

4 – A Embraer continuará no Brasil, desenvolvendo e montando aeronaves, Na parte de defesa e executiva, o acordo abrirá portar, principalmente para os EUA e aliados. Tucanos e KC-390 terão vantagens em concorrências.

O mundo mudou, as empresas tem que se adequar. Não vejo americano chorando o acordo ChryslerxMercedes, a venda da Heinz para um brasileiro e inúmeros outros exemplos, Lá a gasolina é boa e barata porque o petróleo não é “deles”. Até a Petrobras, monopolista aqui, faz estripulias lá. Basta pagar imposto e ser correto, que está tudo bem.

Saiam da toca esquerdista, onde o mundo imaginário faz vocês de vocês seres binários.

Socialistas: quero que o Brasil seja o segundo país socialista do mundo a dar certo. Ainda aguardamos o primeiro funcionar.

Paulotd
Paulotd
2 anos atrás

Governo tinha golden share e poder de veto. Embraer, mais que uma empresa Brasileira, era um ativo estratégico nacional, com vários projetos militares como os kc-390 e outros, e que agora não sabemos como irão sobreviver sem a Embraer comercial. É um pensamento muito limitado comparar uma empresa estratégica, que gera empregos de ponta e tem projetos militares com uma fabricante de ketchup ou uma montadora de automóveis semi-falida. Será que tio Sam deixaria a China botar as mãos na Lockheed Martin? Pois bem, foi o que aconteceu aqui. É triste a falta de visão do governo e apavorante o entreguismo dos militares.

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