Os curiosos projetos de aeronaves patenteadas pela Embraer nos EUA

Fabricante mantém uma base de registros de conceitos para aviões elétricos, não tripulados e algumas ideias bastante inusitadas
Parece saído de um filme de ficção científica mas é fruto da engenharia da Embraer

A Embraer é uma fabricante com um amplo portfólio de aeronaves que vão de jatos executivos, passando pela sua linha de aviões comerciais e os modelos de uso militar, com destaque para o KC-390.

Mas a empresa brasileira é mais que isso, como se pode descobrir com a iniciativa da Eve, uma startup que explora o nascente mercado de mobilidade aérea urbana.

Diante do desafio de pensar em novos conceitos de aeronaves, a Embraer tem instado suas equipes a pensarem em projetos diferenciados, em busca de soluções inéditas que poderão ser adotadas no futuro.

O eVTOL se parece com o projeto da Eve, mas com porte supostamente maior

Saber o que se passa dentro das instalações da empresa em São José dos Campos ou mesmo na distante Gavião Peixoto é algo bastante difícil, mas uma amostra da genialidade das mentes da Embraer pode ser apreciada em registros de patentes nos EUA.

O USPTO (United States Patent and Trademark Office, equivalente ao INPI brasileiro), guarda alguns projetos bastante interessantes da companhia brasileira, boa parte deles envolvendo aviões de pequeno porte, sobretudo ideias para aeronaves eVTOL, que não se sabe se serão um dia utilizados pela Eve.

Veja a seguir alguns deles:

Aeronave VTOL com rotor de cruzeiro traseiro

Em 2019, a Embraer deu entrada num pedido de registro de um VTOL, aparentemente elétrico, que seria equipado com oito rotores distribuídos em dois conjuntos fixados em asas de curta envergadura e winglets. O impulso horizontal seria feito por um rotor pusher instalado na cauda para reduzir o arrasto. O modelo parece ter uma capacidade pequena, para até seis ocupantes.

Conceito de eVTOL com rotora na cauda

Avião não-tripulado de baixa assinatura de ruído

Um dos desenhos mais intrigantes é de uma aeronave não-tripulada que lembra o Voyager, de Burt Rutan, o americano que criou dezenas de aviões de formatos excêntricos. O bimotor possui hélices instaladas na frente e atrás da fuselagem, presa a uma enorme asa que, por sua vez, acomada duas naceles que são unidades pelos estabilizadore em “V” invertido.

O projeto sugere uma utilização militar em missões de reconhecimento. A data de entrada do registro é de 2019 e a Embraer obteve a patente em fevereiro do ano passado.

Aeronave não-tripulada lembra o Voyager, de Burt Rutan

eVTOL de maior porte

Entre 2019 e 2020, a empresa registrou um mesmo projeto de aeronave eVTOL bastante semelhante com o modelo que a Eve deve colocar em produção no futuro. No entanto, o conceito da patente parece ter um porte maior e seus rotores de empuxo não possuem carenagem, o que pode indicar um desenho anterior ao atual.

Aeronave de decolagem e pouso curto ou vertical (VSTOL)

No ano passado, a Embraer deu entrada num pedido de patente de um projeto com ares futuristas. Trata-se de uma aeronave de decolagem e pouso vertical ou curta utilizando para isso hélices contrarrotativas pivotantes. As asas e estabilizados do avião proposto pela empresa usam a configuração de ‘diamante’ e sobre a cabine está uma entrada de ar para um motor instalado na cauda. Sem dúvida, um projeto interessantíssimo.

O engenhoso avião de decolagem e pouso verticais

Aeronave VTOL com tolerância a falha de rotores

Três anos atrás, a Embraer apresentou ao õrgão de patentes um projeto de avião de pequeno porte e operação vertical de concepção bastante original. Em vez de hélices, ele possui três conjuntos de rotores instalados na fuselagem e em pods laterais, além de propulsão horizontal por dois outros rotores carenados.

Na descrição suscinta feita pela Embraer, esse avião seria capaz de compensar uma eventual falha de rotores. Para isso o conjunto direito e esquerdo girariam em direções opostas enquanto os quatro rotores da fuselagem seriam divididos em ambas as direções.

Talvez nunca vejamos essas formas inusitadas nos céus, mas certamente elas podem inspirar novos projetos que estão a caminho.

O avião com sistema que compensa uma falha de rotor

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Jorge Shimoide
Jorge Shimoide
3 meses atrás

Embraer, mire Tesla e lidere pela disruptura desse sistema pré-historico de manufatura da Toyota, GM, Boeing, AIRBUS
Tempus fugit est !! L

Wilson Matheus
Wilson Matheus
3 meses atrás

A Embraer tem o mesmo tempo de fundação da Airbus mas parece que não decola. A Azul era a única que utilizava Embraer para passageiros, se desfez de todos. O RJ-145 recém incorporado às Forças Armadas foi um dos quatro devolvidos por uma cia. aérea e que ainda cobra na justiça 60 milhões por defeitos nos trens de pouso. Eu particularmente, fujo dos aviões da Embraer devido à dor de ouvido insuportável. A China em trinta anos produz linha completa e já está na lua!!!

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