(Reprodução/Twitter)

Militares da Venezuela abaterem uma aeronave registrada nos EUA que transportava drogas, anunciou nesta semana pelo Twitter o ministro venezuelano de Relações Interiores, Justiça e Paz, Néstor Reverol.

Segundo o ministro, o incidente ocorreu na terça-feira, 15. A aeronave foi derrubada pela força aérea da Venezuela após invadir o espaço aéreo do país na província de Zulia, próximo à fronteira com a Colômbia. Reverol não informou quais foram os meios empregados no abate.

“Depois que a unidade aérea ilegal foi detectada pelos radares do Comando de Defesa Aeroespacial Integral, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas ativaram todos os protocolos estabelecidos na Lei de Controle para a Defesa Integral do Espaço Aéreo”, escreveu Reverol no Twitter, referindo-se a uma lei de 2013 que autoriza a destruição de qualquer aeronave suspeita de transportar drogas pelo espaço aéreo venezuelano.

“Continuamos em alerta permanente, monitorando nosso espaço aéreo para evitar que seja usado para o tráfico ilícito de drogas da Colômbia, que é o maior produtor de cocaína do mundo”, acrescentou Reverol, em uma possível referência à carga do avião. Não há informações sobre mortos ou a confirmação do conteúdo ilícito transportado pela aeronave norte-americana. O modelo do avião derrubado também é desconhecido.

Este foi o terceiro avião com registro dos EUA derrubado na Venezuela neste ano. Outras aeronaves de procedência norte-americana foram abatidas no espaço aéreo do país em junho e julho. De acordo com as autoridades venezuelanas, todos eles transportavam drogas.

As forças militares da Venezuela possuem alguns dos mais recentes equipamentos militares russos, incluindo o sistema de defesa aérea S-300, que possui radar de longo alcance, bem como os caças Sukhoi Su-30, as aeronaves de combate mais avançadas operadas em toda América Latina.

Apesar de Caracas informar que combate o narcotráfico, os EUA acusaram o país de não fazer o suficiente para lidar com o problema e alegou que altos funcionários venezuelanos estão envolvidos com os carteis de drogas da América do Sul, que Washington classifica como “narcoterroristas”.

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