Plano estratégico da Marinha do Brasil inclui novo porta-aviões, caças e drones

Documento orienta o planejamento de aquisições da Marinha no médio e longo prazo
O NAe São Paulo, ex- FS Foch, foi construído na França, no final da década de 1950 (Marinha do Brasil)
O NAe São Paulo, ex- FS Foch, foi construído na França, no final da década de 1950 (Marinha do Brasil)
O NAe São Paulo, ex- FS Foch, foi construído na França, no final da década de 1950 (Marinha do Brasil)
O NAe São Paulo foi o último porta-aviões da Marinha do Brasil; barco foi desativado em 2018 (MB)

O Plano Estratégico da Marinha do Brasil (MB) para o ano de 2040 inclui a aquisição de um novo porta-aviões, aeronaves de caça e até drones de combate. O documento que orienta o planejamento da força naval no médio e longo prazo foi entregue no último dia 10 de setembro pelo Comandante da MB, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior, ao presidente Jair Bolsonaro e ao Ministério da Defesa.

No capítulo “Objetivos Navais, o documento aponta “o que deve ser feito para alcançar a visão de futuro da Marinha do Brasil” e consta o plano de adquirir um “navio de controle de áreas marítimas (NCAM) capaz de operar com aeronaves de asa fixa, rotativa e/ou remotamente pilotadas”. Em seguida, há o objetivo de obter “aeronaves de asa fixa, rotativa e/ou remotamente pilotadas para missões de combate e apoio”.

O plano estratégico da Marinha ainda envolve a intenção de adquirir helicópteros antissubmarino, de esclarecimento e ataque, e helicópteros de pequeno porte para treinamento e emprego geral. Outra demanda é obter o “Sistema de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP-E)” para “defesa da Amazônia Azul, incluindo o apoio às operações de Fuzileiros Navais”.

A proposta da Marinha ainda detalha outras necessidades da força, como o submarino de propulsão nuclear, uso de satélites para o controle do mar, navios de patrulha e escolta e o desenvolvimento dos mísseis MANSUP (Míssil Antinavio Nacional) e o MANAER (Míssil Antinavio Ar-Superfície).

O último porta-aviões da marinha brasileira foi o NAe São Paulo, adquirido da França no ano 2000. Após um carreira conturbada marcada por acidentes e pouco tempo de utilização, a embarcação foi desativada em 2018. Mesmo sem um navio-aeródromo, a força naval ainda mantém ativo o esquadrão de caças AF-1 (designação nacional para o A-4 Skyhawk), que operam a partir da base naval em São Pedro da Aldeia (RJ).

Fonte: Revista Asas

Veja mais: Orçamento de Defesa para 2021 inclui a compra de aviões para o Exército

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  1. “Aeronaves de asa fixa, rotativa e/ou remotamente controladas”. Estudar um pouquinho de Lógica não faria mal a quem redigiu isso. O conjunto “aeronaves” se divide, quanto ao tipo de asa, em dois sub-conjuntos: as de asa fixa e as de asa rotativa. Sob outro critério, as aeronaves se dividem em controladas presencialmente ou remotamente. Como escreveram, poderíamos ter, por exemplo, aeronaves de asa fixa OU remotamente controlada, o lque não e uma divisão real.

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