Por falta de peças, jatos Airbus A220 da Air Baltic passam longos períodos parados

CEO da companhia aérea da Letônia pede uma solução para os problemas na cadeia de suprimentos
A Air Baltic foi a primeira empresa a receber o Bombardier CS300, hoje renomeado como Airbus A220-300 (Anna Zvereva)

Companhia aérea da Letônia, a Air Baltic está com dificuldades para manter a disponibilidade de seus Airbus A220-300, que passam longos períodos sem voar quando são enviados para a manutenção devido a falta de peças de reposição.

Em entrevista ao Flight Global, Martin Gauss, CEO da companhia aérea do leste europeu, comentou sobre o problema enfrentado pela empresa e pediu aos fabricantes de motores e aeronaves que encontrem soluções para colocar em ordem a cadeia de suprimentos.

De acordo com o executivo, a falta de peças sobressalentes para os motores Pratt & Whitney PW1500G do A220 é o maior contratempo da Air Baltic no momento em relação ao jato da Airbus, embora outras seções da aeronave também enfrentem o mesmo problema.

“O principal problema da cadeia de suprimentos são as peças para os motores quando eles vão para revisão”, disse Gauss. “Os motores são enviados para revisão, então precisam de certas peças. Essas peças, segundo a Pratt & Whitney, não estão disponíveis. Então o motor volta atrasado e isso significa que a troca do motor não está acontecendo. A aeronave fica lá e espera pelo motor.”

Gauss reconheceu que os problemas da cadeia de suprimentos do setor aéreo tem efeito global e que a Air Baltic não é a única empresa que lida com a falta de peças para o A220. Todavia, o CEO da empresa letã, cobrou “ação” dos fornecedores “para produzir mais peças”.

“Estamos descontentes por sermos forçados a manter aeronaves, pelas quais pagamos todos os meses, no solo por causa disso. Queremos maximizar nosso uso de ativos muito caros”, explicou Gauss.

Questionado pela publicação sobre a falta de peças de reposição, um porta-voz da Pratt & Whitney disse: “Como muitos na indústria, enfrentamos desafios na cadeia de suprimentos com fundições estruturais e outras peças, o que resultou em atrasos na entrega dos motores. Continuamos trabalhando em estratégias de mitigação com nossa base de fornecimento e esperamos que as pressões comecem a diminuir no segundo semestre”.

A Air Baltic foi uma das primeiras aéreas do mundo a apostar no menor jato comercial da Airbus. Em 2016, a empresa foi o cliente de lançamento do Bombardier CS300, que posteriormente foi renomeada como A220-300 após o grupo europeu assumir o programa canadense. A companhia opera atualmente 36 exemplares da aeronave e tem mais 14 unidades encomendadas.

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