Rival da Embraer, CS100 voa de Londres a Nova York sem escalas

Novo jato regional da Bombardier é capaz ainda de cobrir a rota de 5.600 km decolando do aeroporto London City, de operação restrita
O CS100 decola do London City: feito inédito (Bombardier)
O CS100 decola do London City com seu rival da Embraer ao fundo: feito inédito (Bombardier)

O novo jato de passageiros CS100, da Bombardier, fez uma demonstração impressionante nas últimas semanas. O rival dos E-Jets da Embraer simulou uma série de voos entre Nova York e Londres sem escalas. É isso mesmo, o jato regional foi capaz de voar por cerca de 5,6 mil km e mais: pousou e decolou no pequeno aeroporto London City, conhecido pelas restrições de ruído e peso das aeronaves que o utilizam.

A Bombardier não revelou em que condições o CS100 executou a tarefa, apenas confirmando que ele voou “com uma carga útil representativa”. Segundo a imprensa européia, o jato tinha uma configuração equivalente a levar 42 passageiros, ou seja, menos da metade da sua capacidade. Ainda assim é um feito e tanto. Para se ter ideia, a British Airways opera um Airbus A318, menor jato da família, na rota NY-Londres com apenas 36 lugares, mas precisa pousar para reabastecer na Irlanda – a falta de atratividade do voo fez a companhia oferecer apenas um voo semanal.

O que chama a atenção no desempenho do avião canadense é que ele foi capaz de operar em ângulos de aproximação mais exigentes, necessários para obter a certificação que permite utilizar o London City, por exemplo. A expectativa da Bombardier é obter essa homologação no segundo trimestre deste ano. Operando do aeroporto londrino, o CS100 é capaz de voar por 4.350 km com até 130 passageiros.

Programa atrasado

Apesar do teste bem sucedido, a nova família CS de jatos comerciais da Bombardier está bastante atrasada em relação ao cronograma original, que previa a entrada em serviço em 2013. No entanto, o primeiro avião iniciou operação em julho do ano passado pela companhia Swiss. As dificuldades iniciais se traduzem hoje em apenas 360 unidades encomendadas, a maior parte (66%) da versão CS300, maior e que enfrenta versões dos mais populares jatos da Boeing (737) e Airbus (A320) no maior segmento do mercado.

Bombardier CS100 no aeroporto London City (Bombardier)
Bombardier CS100 no aeroporto London City

 

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Julio Cordeiro
Julio Cordeiro
5 anos atrás

O E190-E2 alcança 5.200km, mas isto full-loaded, presumo que com baixa ocupação haja um aumento nesse alcance…mas não faz sentido usar um RJ para voo transatlântico, usar corredor único para trecho muito longo deve ser terrível, do ponto de vista do passageiro.

Joao
Joao
5 anos atrás

Viva a Bombardie. Com tantos hipócritas e corruptos aqui na Embraer e para não dizer no Brasil inteiro, se cuida Embraer daqui a pouco aparece a Mitsubishi.

Julio Cordeiro
Julio Cordeiro
5 anos atrás

Calma, João…a Embraer foi privatizada há vários anos, imagina o estrago que teriam feito nela se ainda fosse estatal…hoje a Embraer é líder no segmento de Jatos Regionais, à frente da Bombardier. Existem jatos Embraer nos quatro cantos do mundo, um verdadeiro orgulho.

Patricia Alves
5 anos atrás

Muito bom artigo!!!

Thiago
Thiago
5 anos atrás

Aperta o cinto Embraer, agora sim a Bombardier chegou chutando o pau da barraca.

Ronaldo
Ronaldo
5 anos atrás

Calma revoltados de plantão ,nesta bosta de Brasil ( corrupto ) temos coisas boas é a Embraer com certeza é uma delas

Emerson Cruz
Emerson Cruz
5 anos atrás

Talvez o que a Bombadier queira mostrar seja a sua operacionalidade em aeroportos com restrições como o London City, que na Europa é muito comum e mostrando a sua economia. como a matéria acima mostrou e que alguns críticos da plantão parecem que não se deram ao trabalho de ler (se é que leram) e já começar a desmerecer os RJ’s da Embraer! Na minha opinião quem tem quem se preocupar com os concorrentes são os canadenses.

Julio Cesar Cordeiro
Julio Cesar Cordeiro
5 anos atrás

Concordo com o Emerson Cruz, quem tá correndo atrás aqui é a Bombardier, a Embraer é líder deste segmento, com uma grande vantagem, diga-se de passagem.

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