Rússia desmente artigo que afirma que caça Su-57 ainda não entrou em produção

Estatal Rostec respondeu a artigo de site americano que fez pouco caso do caça de 5ª geração ao considerá-lo “nunca realmente viável”
Caça Su-57: crítica incomodou russos (UAC)

A Rostec, estatal que controla as mais importantes empresas de tecnologia da Rússia, negou as alegações do site National Interest que afirmou que o caça Su-57 só entrará em produção de fato em 2027.

“Mais de 70 aeronaves serão entregues até 2027, incluindo vários caças este ano”, afirmou comunicado da empresa divulgado pela agência TASS nesta sexta-feira.

“Os aviões russos de quinta geração incomodam o Ocidente. Os caças Su-57 e Checkmate tornaram-se foco de notícias falsas regularmente. Fatos inverídicos que nada têm a ver com a realidade são publicados. O avião já está sendo produzido em série e entregue! “, reforçou a Rostec.

Segundo o governo da Rússia, a Força Aérea receberá 22 caças Sukhoi Su-57 até 2024 e um total de 76 aeronaves estarão operacionais até 2028. O primeiro jato stealth de produção em série foi entregue no final de 2020, de acordo com a UAC, holding responsável pelas principais fabricantes aeroespaciais do país.

Um caça Su-57 na linha de montagem (UAC)

“O programa Su-57 nunca foi realmente viável”

O artigo que irritou a Rostec foi redigido pelo War Is Boring, site do jornalista David Axe, conhecido por ter publicado em 2015 um relato de um piloto de um caça F-35 que afirmava não ser capaz de superar um F-16 em combate aéreo, mesmo sendo em teoria muito mais capaz.

O artigo sobre o Su-57 foi originalmente publicado em 2017, quando já dizia que o programa do caça de 5ª geração seria inviável por conta das restrições orçamentárias russas. O principal problema envolvia a falta de um motor mais eficiente e que só estaria disponível em 2027.

Só a partir daí seria possível produzir a aeronave em volumes mais relevantes. “Nos próximos oito anos, a Rússia continuará a comprar um pequeno número desses aviões para testes”, disse um analista ao site.

O War is Boring também aponta a reestruturação da indústria aeroespacial como um dos motivos para o suposto fracasso. A criação da UAC foi chamda de um “pato manco” por sua incapacidade de organizar tantos grupos diferentes como Sukhoi e MiG.

O protótipo do Su-57 (T-50 na época) decola pela primeira vez em 2010 (UAC)

“Por maior ou menor que seja, um país com PIB comparável ao da Austrália não pode se dar ao luxo de brincar de superpotência, travar uma guerra prolongada na Síria e desenvolver seu próprio caça stealth”, afirmou o artigo.

Para os autores, o Su-57 seria apenas uma propaganda do Kremlin a fim de dar a impressão de que a Rússia possui um rival à altura do Lockheed Martin F-22 Raptor.

A desistência da Índia em ser parceira no projeto do Felon, como é chamado o caça, é apontada com uma prova de que algo está errado.

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