Concepção artística do KC-390 com as cores da Força Aérea Portuguesa (Divulgação)

A última aprovação que faltava a Portugal para concluir a compra de cinco aviões KC-390 da Embraer foi concedida nesta semana. De acordo com o jornal Diário de Notícias, o Tribunal de Contas português deu sinal verde para a negociação de 827 milhões de euros avançar em definitivo após a assinatura do contrato de aquisição das aeronaves, em agosto.

Além das aviões militares, o acordo também inclui a aquisição de um simulador de voo, equipamentos de guerra eletrônica e suporte logístico e de manutenção pelo período de 12 anos. A Força Aérea Portuguesa (FAP) vai receber suas cinco aeronaves entre 2023 e 2027.

Portugal é o maior parceiro internacional do programa KC-390 e participa do desenvolvimento e produção da aeronave. Outros países envolvidos no projeto são a Argentina e República Tcheca.

Assim como no Brasil, o objetivo de Portugal com a aquisição do KC-390 é substituir a antiga frota de turbo-hélices C-130 Hercules, da norte-americana Lockheed Martin. A FAP possui atualmente quatro Hercules em serviço e eles devem continuar em operação por mais uma década.

Operador de lançamento do KC-390, a Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu a primeira aeronave no mês passado. A FAB encomendou um total de 28 aeronaves que serão entregues em cerca de 10 anos.

A Embraer tem grandes expectativas para seu novo produto. A fabricante estima que o mercado de cargueiros médios, no qual o KC-390 é enquadrado, vai exigir até 700 novas aeronaves nos próximos 10 anos, sobretudo para substituir antigas frotas de Hercules.

A fabricante brasileira também vai contar com a ajuda da Boeing para alavancar as vendas do KC-390. As duas companhias vão criar no próximo ano uma divisão especial para promover e oferecer suporte a aeronave no mercado internacional.

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