Afinal, quantos Airbus A340 restam ativos no mundo?

Jato quadrimotor lançado nos anos 90 acaba de ser aposentado pela Iberia e é uma aeronave cada vez mais rara nos aeroportos
O último voo do A340 na Iberia (Divulgação)
A Iberia utilizou o A340 por muitos anos nos voos para São Paulo e Rio de Janeiro (John Taggart)

Neste mês, a Iberia finalmente aposentou seu último quadrimotor A340, após 26 anos em serviço. O modelo, de prefixo EC-JLE, é da variante A340-600, a de maior capacidade e foi entregue pela Airbus em 2005.

A companhia aérea espanhola tem substituído a aeronave pelo A350, um jato birreator mais moderno e econômico, seguindo uma tendência mundial de retirar de serviço aeronaves de quatro motores. Apesar disso, algumas empresas como a Lufthansa, a SAS e a Swiss ainda veem utilidade no modelo – por enquanto. Mas, afinal, quantos A340 restam ativos no mundo?

Trata-se de uma resposta difícil de ser obtida. A razão é que muitos desses aviões, mesmo desativados acabam sendo armazenados em condições de serem colocados em voo em pouco tempo. É uma espécie de coma aeronáutico em que um avião permanece “vivo”, mas que pode nunca ser despertado desse “sono” caso não surjam clientes interessados em utilizá-los.

A pandemia do coronavírus tornou esse cenário ainda mais incerto. Centenas de aviões comerciais têm sido retirados às pressas de serviço por conta da baixa demanda, sobretudo aeronaves de longo curso como o Boeing 747, o A380 e o próprio A340. Uma parte delas poderá seguir sua carreira em forças aéreas ou como cargueiros, mas o quadrimotor da Airbus parece mais destinado ao desmonte.

Apesar de não ter sido um sucesso, a família A340 (com quatro versões) teve no total 377 unidades produzidas. Destas, 228 estavam ativas em julho, segundo a Airbus. Eram 124 jatos das séries 200 e 300 e 104 das séries 500 e 600. Nessa lista constavam 15 aeronaves da Iberia, ou seja, o número de aviões hoje é menor.

Sites que acompanham o tráfego aéreo de aeronaves comerciais, entretanto, divergem dos dados da Airbus. O famoso FlightRadar24, que monitora os voos por meio do equipamento ADS-B, apontava nesta terça-feira, 18, 276 jatos A340 ativos, a grande maioria da versão 300 (159 unidades).

Já o Planespotters listava como ativos apenas 66 aviões, incluindo modelos utilizados por forças aéreas como transporte VIP. O Air Fleets, por sua vez, trazia um total de 71 A340 ativos, mas outros 53 aviões estacionados.

Como se vê, é bastante difícil cravar um total exato já que se trata de uma atividade em constante mudança. É certo, porém, que avistar um A340 nos céus daqui em diante deverá ser algo cada vez mais difícil.

A Lufthansa é uma das maiores operadoras do A340, por enquanto (Konstantin Von Wedelstaedt – Wikimedia Commons)

Veja também: Cada vez mais raro, Airbus A340 ainda resiste em pequenos centros da aviação

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