Airbus faz primeiro “corte de metal” do novo A321XLR

Campanha de testes com a aeronave começa em 2022 e estreia comercial é esperada para o ano seguinte
Airbus A321XLR
O A321XLR é projetado para voos de longa distância, uma nova tendência para os narrowbodies (Airbus)
Estreia comercial do novo A321XLR é esperada para meados de 2023 (Airbus)

A Airbus realizou o primeiro “corte de metal” do novo A321XLR, etapa que marca o início da produção de uma nova aeronave, e concluiu a seleção dos fornecedores para os principais componentes da aeronave de longo alcance, informou a fabricante nesta terça-feira, 21 de abril.

Baseado no A321neo, o A321XLR foi apresentado no show aéreo de Paris no ano passado com a promessa de transportar 240 passageiros e operar na faixa de até 4.700 milhas náuticas (8.704 km), um desempenho comparável somente ao de jatos comerciais widebody (de fuselagem larga).

O primeiro corte de metal da aeronave foi um componente da parte central da asa, realizado nas instalações da Airbus em Nantes, enquanto a empresa aeroespacial francesa Safran, responsável por fornecer o nariz e o trem de pouso principal do A321XLR, iniciou a produção de peças forjadas.

Em comunicado, a Airbus diz que o novo jato está “mudando do conceito para a realidade” e acrescentou que a campanha de testes está programada para começar em 2022. A fabricante ainda informou que já iniciou os ensaios de conforto da cabine em operações de longo alcance, utilizando uma câmara climática. A estreia comercial da aeronave é aguardada para 2023.

Sensação do mercado: o A321XLR abre uma nova modalidade no mercado internacional (Airbus)

Até o momento, 24 clientes encomendaram mais de 450 unidades do A321XLR, colocando o novo jato da Airbus entre uma das maiores sensações do mercado.

A razão de tanto sucesso em tão pouco tempo é bastante óbvia. Qual companhia aérea não se interessaria por uma jato comercial capaz de transportar até 240 passageiros, algo que até pouco tempo atrás só era possível com widebodies, e o mais importante, voar sem escalar por quase 9.000 km com um custo por assento 30% inferior ao de aviões mais antigos?

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