Boeing 787 voa por companhia brasileira 10 anos após estreia mundial

LATAM Brasil realizou primeiro voo comercial com o jato widebody neste sábado, em preparação para utilizá-lo em rotas internacionais
O primeiro Boeing 787-9 da LATAM com prefixo brasileiro (LATAM)

Apenas três dias antes de completar 10 anos de sua entrada em serviço pela All Nippon Airways, o Boeing 787 finalmente estreou com uma companhia aérea brasileira.

A LATAM Brasil realizou um voo comercial com o jato widebody neste sábado (23), ligando Guarulhos a Manaus, em preparação para início dos voos internacionais com a aeronave, marcado para a segunda quinzena de dezembro – entre São Paulo e Madri.

O jato de matrícula PS-LAA é na verdade originário da frota da LATAM Chile e foi repassado como um substituto do Airbus A350-900, que o braço brasileiro dispensou no começo do ano.

A LATAM Brasil receberá outros quatro aviões da sua irmã, todos eles do modelo 787-9, intermediário em capacidade de passageiros.

A utilização do 787-9 neste sábado foi possível após a LATAM realizar vários testes de certificação e que permitiram que a ANAC autorizasse a aeronave.

“A LATAM tem a maior frota de aviões de fuselagem larga em toda América Latina, composta exclusivamente de aeronaves Boeing e por isso é um de nossos parceiros mais estratégicos na região e na indústria”, disse Landon Loomis, diretor-geral da Boeing Brasil.

Cabine de passageiros do Boeing 787-9 da LATAM

Longe das empresas brasileiras

Aeronave comercial que estabeleceu novos padrões de desempenho no mercado, o Boeing 787 realizou seu primeiro voo em dezembro de 2009 e estreou em serviço no dia 26 de outubro de 2011.

Graças a união de um projeto com alto uso de materiais compostos, motores mais eficientes e tecnologias mais avançadas, o Dreamliner proporcionou economia de até 25% no uso de combustível além de ser 50% mais silencioso que jatos mais antigos.

Apesar de uma proposta tão atraente, o 787 não havia sensibilizado nenhuma companhia aérea brasileira até então. Algo raro em nosso mercado já que quase todos os modelos da Boeing foram utilizados por empresas nacionais em algum momento.

O mais perto que se sabe de um potencial cliente para o Dreamliner seria a Azul, que em 2014 teria estudado o avião assim como os jatos A330 e A350 da Airbus. Como se sabe, a empresa de David Neeleman chegou a encomendar o A350 e mais tarde optou pelo A330neo.

Projeção do Airbus A350 nas cores da Azul: companhia aérea teria sondado a Boeing sobre uma possível compra do 787 Dreamliner (Airbus)

A Avianca Brasil foi outra companhia que chegou a anunciar um pedido do A350, mas que nunca foi concretizado. Por outro lado, a sua irmã colombiana preferiu o Dreamliner, que até hoje é seu jato widebody mais importante.

A Gol talvez seja a mais natural candidata a um dia voar com o Boeing 787 por conta da fidelidade ao fabricante norte-americano. Mas a empresa aérea não cogita encerrar a padronização da frota de 737.

Talvez se a TAM não houvesse fechado um acordo com a Airbus pelo A350 antes da fusão com a LAN a história teria sido diferente e o Dreamliner já pudesse voar com prefixo brasileiro há mais tempo, mas o importante é que a espera finalmente chegou ao fim.

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