Boeing estreita relação com alemães visando acordo de venda do P-8 Poseidon

Fabricante dos EUA assinou acordo com as empresas ESG e Lufthansa Technik para oferecem suporte e treinamento na aeronave de patrulhamento marítimo
P-8 Poseidon da Marinha da Alemanha (Boeing)

Embora o governo alemão ainda não tenha oficializado um acordo, é cada vez mais evidente a escolha do jato P-8A Poseidon como substituto dos turboélices P-3 Orion como aeronave de patrulhamento marítimo.

Um indício disso é a recente assinatura de um memorando entre a Boeing e as empresas alemãs ESG e Lufthansa Technik a fim de estudar a oferta de suporte técnico e treinamento para a aeronave, uma variante militar do jato comercial 737NG.

“O memorando de entendimento assinado pode levar a acordos mais definitivos caso a Alemanha escolha o P-8A Poseidon como sua próxima aeronave de vigilância marítima”, afirmou a Boeing.

Preferência pelo P-8

A Marinha alemã opera oito P-3C Orion que eram usados pela Holanda após a aposentadoria dos Atlantique de primeira geração.

França e Alemanha pretendem, no entanto, levar adiante o programa Maritime Airborne Warfare System (MAWS), uma variante de guerra submarina do Airbus A320neo. A falta de perspectivas sobre o projeto levou os alemães a buscar uma solução provisória após desistirem de reformar os turboélices Orion.

Em abril, o governo francês ofereceu quatro turboélices ATL 2 Standard 6, recentemente modernizados, mas a Marinha alemã considerou a proposta insuficiente já que as aeronaves possuem airframe e motores antigos.

Airbus A320neo de patrulhamento marítimo (Airbus)

O P-8A, por outro lado, já se encontra bem encaminhado graças à autorização do governo dos EUA para fornecimento de cinco unidades à Alemanha.

Um documento recente das Forças Armadas da Alemanha confirmou a preferência pelo avião da Boeing ao afirmar que “somente o P-8A Poseidon poderia garantir uma transição de capacidade perfeita e oportuna se um contrato de vendas militares estrangeiras fosse concluído antes da temporada de verão de 2021”.

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