Brasil é citado pela Rússia como opção para suprir componentes para o jato MC-21

Vice primeiro-ministro Yury Borisov afirmou à site do país que considera os países do BRICS como possíveis parceiros no trabalho de substituição de fornecedores do programa do jato comercial
O protótipo 005 do MC-21, que é equipado com motores PD-14 (UAC)

A Rússia já desistiu de colocar em serviço o jato de passageiros MC-21-300, que utiliza motores e componentes ocidentais, admitiu o governo do país na semana passada.

Em entrevista ao site Russian Times, Yury Borisov, vice primeiro-ministro russo, admitiu que o novo avião só entrará em serviço na variante MC-21-310, que utiliza os turbofans PD-14, desenvolvidos no país.

A meta, segundo ele, é acelerar a nacionalização dos componentes do jato da Irkut assim como da nova versão do modelo regional SuperJet, a SSJ-100 New, a fim de eliminar a dependência de peças ocidentais e que são objeto de sanções dos EUA e da Europa, além de outros aliados.

Borisov, no entanto, reconheceu que é irreal esperar que a cadeia de suprimento russa poderá dar conta de todos os equipamentos da aeronave. Para contornar essa situação, ele aposta em parcerias com países árabes e também do BRICS, grupo que reúne as maiores nações emergentes, incluindo o Brasil, que não apoia as sanções econômicas por conta da invasão militar à Ucrânia.

A Rússia está reativando a produção de jatos Il-96 (foto) e Tu-214 para cobrir a lacuna de aviões ocidentais (Dmitry Terekhov)

“A maioria dos países do mundo não apoiou essas sanções e está pronta para trabalhar conosco. Entre eles estão os maiores países do BRICS (China, Índia e Brasil) e as nações do mundo árabe que continuam trabalhando conosco. Estamos agora realmente à procura de novos fornecedores”, disse Borisov.

Um dos maiores gargalos russos diz respeito aos aviônicos, antes fornecidos por empresas como Thales, Honeywell e Rockwell Collins, mas cujos substitutos estão em desenvolvimento local há algum tempo. Borisov, no entanto, não esclareceu qual tipo de produto espera contar com o apoio de países como o Brasil.

Enquanto ocorre o processo de substituição de importações dos novos jatos comerciais, a Rússia está reativando a linha de montagem de antigos aviões como o Tu-214 e o Il-96, desenvolvidos ainda durante o período da União Soviética.

 

 

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Geraldo Matos
Geraldo Matos
2 meses atrás

A força da nação russa perante um Ocidente serelepe é invejável. Pensaram que iriam destruir o país, mas eles sempre contornam o problema e seguem em frente.

Mario castro
Mario castro
1 mês atrás

Foram uns bostas covardes, invadir um país que estava quieto, achavam que iriam em duas semanas dominar o país, enfiaram o rabo no meio das pernas e se contentaram com as outras regiões que covardemente tomaram hein 2014!

Marcelo Jose Gonçalves Melo,
Marcelo Jose Gonçalves Melo,
1 mês atrás

Brasil! Ajudar o governo russo? Estão de brincadeira, fala sério. Mesmo porque haveria oposição da União Européia ecdo EUA. Mesmo que não tivesse, seria uma vergonha mundial o Brasili ajudar o governo russo. O governo russo tem que pagar muito caro pela destruíção de cidades, pessoas, sonhos….

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