Caça F-35 pode ampliar domínio europeu com possível venda para Grécia e República Tcheca

Aeronave furtiva da Lockheed Martin tem colecionado vitórias seguidas em concorrências no continente, aproveitando a falta de rivais avançados
O F-35 tem colecionado vitórias na Europa (Armasuisse)

O rearmamento dos países europeus, acelerado após a invasão russa à Ucrânia, tem causado uma crescente demanda por caças. E o grande vitorioso tem sido o F-35 Lightnining II.

O caça furtivo da Lockheed Martin coleciona vitórias nas últimas concorrências, como ocorreu na Suíça, Finlândia e, recentemente, Alemanha. Agora a fabricante dos EUA mira mais dois novos possíveis clientes no Velho Continente, a Grécia e a República Tcheca.

O vice-presidente da Lockheed Martin para o F-35, J.R. McDonald, afirmou a repórteres no ILA Air Show, em Berlim, que “vocês vão ouvir mais sobre isso em breve”, em relação a novos pedidos europeus.

A Força Aérea da Grécia está reformulando sua frota de caças com a aquisição de modelos Rafale usados e novos. Mas o país pleiteia contar com um esquadrão de F-35 a partir de 2028.

Já a República Tcheca é alvo de rumores sobre uma possível encomenda de 40 F-35A desde o ano passado. A Força Aérea opera atualmente 14 caças Saab Gripen C/D em regime de leasing, com contrato válido até 2027 (e possível extensão até 2029).

Na Europa, o F-35 está em serviço no Reino Unido, Holanda, Itália e Noruega e deve ser entregue para a Dinamarca a partir de 2023. A Polônia, por sua vez, espera contar com o caça em 2024 e a Bélgica, em 2025.

A Alemanha, mais novo cliente do caça furtivo, deverá começar a receber a aeronave já em 2026, afirmou McDonald. Outro país apontado como potencial interessado é a Espanha, que pode encomendar a variante F-35B de operação V/STOL, para substituir os AV-8B Harrier II.

Concepção do FCAS (Airbus)

O sucesso do caça de 5ª geração norte-americano parece estar associado justamente ao fato de oferecer capacidades que seus rivais europeus, como o Rafale, o Gripen NG e o Eurofighter Typhoon ainda não possuem. Seu custo de operação também tem sido apontado como mais atraente, além da plataforma modular, que permite atualizações técnicas de equipamentos e armamentos no futuro.

Enquanto isso, os programas de caças de 6ª geração europeus avançam em ritmo lento e com conflitos frequentes no caso do projeto franco-alemão. A Airbus e a Dassault, por exemplo, têm disputado protagonismo no FCAS (Future Combat Air System), que dará origem ao caça a ser utilizado por Alemanha, França e Espanha.

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