Espanha encomenda mais 20 caças Eurofighter Typhoon

Com novo pedido, frota espanhola de Eurofighters crescerá para 90 aeronaves; entrega do novo lote está prevista para começar em 2026
Mais Eurofighter para a Espanha: com novo pedido, força aérea espanhola contará com 90 aeronaves do tipo (Airbus)

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia em curso desde fevereiro vem motivando uma série de negociações de equipamentos militares em países da Europa membros da OTAN, que teme por uma escalada do conflito além do território ucraniano. É o caso da força aérea da Espanha, que anunciou nesta quinta-feira (23) uma encomenda de 20 caças Eurofighter Typhoon.

O acordo foi intermediado pela NATO Eurofighter and Tornado Management Agency (Agência de Gerenciamento de Tornado e Eurofighter da OTAN). O pedido da Espanha contempla 16 caças Typhoon na configuração monoposto e quatro modelos bipostos, com início das entregas previsto para 2026.

“Este pedido adicional reforça o compromisso da Espanha não apenas com o Eurofighter, mas também com seu desenvolvimento e ambiente industrial. Gostaria de agradecer ao cliente por sua posição firme em relação à defesa europeia no momento em que ela é mais necessária”, disse Mike Schoellhorn, CEO da Airbus Defense and Space.

Com a aquisição dos novos jatos de combate, a força aérea espanhola planeja substituir a frota de caças F/A-18A que fica baseada nas Ilhas Canárias. O contrato também inclui o fornecimentos de motores para os Eurofighters, simuladores de voo e os serviços de suporte para as aeronaves.

Este contrato fará com que a frota espanhola de Eurofighters cresça para 90 aeronaves ativas. Os modelos adicionais serão produzidos e testados na fábrica da Airbus em Getafe, na Espanha.

O Eurofighter foi desenvolvido em parceria entre o Reino Unido, Alemanha, Espanha e Itália (Divulgação)

Em serviço com forças aéreas da Europa desde 2004, o Eurofighter é o maior programa de defesa no Velho Continente, envolvendo o Reino Unido, Espanha, Alemanha e Itália. A aeronave foi desenvolvida pelo consórcio formado entre Airbus, BAE Systems e Leonardo, sendo posteriormente exportada para outras nações. Além dos países que financiaram o projeto, o Typhoon também foi adquirido pela Áustria, Árabia Saudita, Kuwait, Omã e Qatar.

Com o novo pedido da Espanha, o programa Eurofighter agora registra 681 pedidos de aeronaves, das quais cerca de 570 já foram entregues.

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Marcelo Lopes
Marcelo Lopes
3 dias atrás

90 caças….num espaço aéreo bem menor que o do Brasil. A gente precisava ao menos do dobro!! Mas falando em aquisições de caças, no Valor Econômico, li que o governo (FAB) negocia com a Saab mais 30 Gripen’s… Prejudica a Embraer (e para mim é ruim pra industria nacional) pois acho que tem uma postura estranha no relacionamento com a empresa, reduzindo os KC’s, mas comprando dois aviões da Airbus, e agora querendo mais um lote de Gripen’s… como se justifica o problema do orçamento?… Esses gestores públicos acham que cada um pode imprimir seu “jeito” se esquecendo que o importante é o interesse da FAB e do Brasil e não o desejo deles!!! Parece que as metas anteriores são descartadas e vale o que um quer!!

Mau
Mau
2 dias atrás

Pois é , quando vão dar o legitimo valor a nossa grande empresa Embraer , ela pode dar ao país tudo em matéria de tecnologia de aviões e militar , o que precisa é um governo que invista e acredite

Dario Lemos
Dario Lemos
2 dias atrás

Marcelo, os baixos orçamentos destinados às Forças Armadas tem, como principal objetivo, não deixá-las tão “poderosas” assim por que os congressistas os vêem como “inimigos”, tudo isso por causa do que aconteceu na década de 1960 e tem receios de que, algum dia, isso possa voltar a acontecer, por isso, a pouca importância que dão e se esquecem que as Forças Armadas tem que tem condições de defender o país. Quanto ao KC-390, realmente as unidades que serão compradas são insuficientes para um país com a extensão territorial do Brasil e não se esqueça que eles são considerados aeronaves de transporte tático, bem diferentes de aeronaves de transporte estratégico, que é o caso dos A330MRTT e KC-46 (USAF).

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