Depois de seca, Boeing anuncia encomenda de jatos 787 para a ANA

Acordo para até 17 aeronaves, no entanto, ainda é apenas um compromisso de compra e não deve constar no relatório de pedidos de fevereiro
Com nova encomenda, ANA terá mais de 100 jatos 787 (Boeing)
Com nova encomenda, ANA terá mais de 100 jatos 787 (Boeing)

A Boeing, enfim, anunciou um novo pedido de aeronaves comerciais em 2020. Ou quase. A All Nippon Airways (ANA) confirmou nesta semana a intenção de adquirir 11 jatos 787-10 e um 787-9, além de cinco opções desta variante, num negócio avaliado em mais de US$ 5 bilhões (R$ 22 bilhões). A companhia aérea japonesa, que inclusive é a cliente lançadora do 787 e maior operador do modelo no mundo, pretende realizar também o leasing de outros três aviões do tipo com a empresa Atlantis Aviation Corporation.

A nova encomenda, que deverá fazer a frota de 787 da ANA passar de 100 aeronaves, traz um diferencial, a opção pelos turbofans GEnx-1B. Até então, a empresa havia sempre escolhido o motor Trent 1000, da Rolls-Royce, mas seus frequentes problemas podem ter pesado na decisão.

“Os 787 da Boeing servem à ANA com distinção e estamos orgulhosos de expandir nossa frota adicionando mais dessas aeronaves tecnologicamente avançadas”, disse Yutaka Ito, vice-presidente executivo da ANA.

“A ANA tornou-se uma das maiores companhias aéreas da Ásia, elevando continuamente o nível de satisfação do cliente e investindo na frota mais tecnologicamente avançada e capaz. Estamos realmente honrados com o fato de a ANA voltar a encomendar mais 787 aviões com planos de aumentar sua frota Dreamliner para mais de 100 jatos “, afirmou Ihssane Mounir, vice-presidente sênior de Vendas e Marketing Comercial da Boeing.

A ANA foi a companhia lançadora do 787 em 2011 (Boeing)

A ANA irá substituir parte de seus 777 mais antigos pelo 787-10 e que são utilizados em voos domésticos. Vale lembrar que a companhia japonesa, assim como sua rival JAL, utilizaram o 747 na variante SR (Short Range) com layout de alta densidade para atender a rotas internas do país.

Com o novo pedido, a ANA acumula seis acordos com a Boeing para aquisição do 787. Atualmente, a companhia aérea opera com 71 aeronaves do modelo – 36 da versão 787-8, 33 da variante 787-9 e dois 787-10. Há ainda 11 unidades a serem entregues e que não fazem parte do novo acordo.

Para a Boeing, a negociação vem em boa hora. Em janeiro, a fabricante não teve nenhuma aeronave vendida, algo que só havia ocorrido em 1962. Neste mês, a empresa não tornou público qualquer outra venda, porém, é possível que algum pedido de cliente não revelado possa aparecer no relatório de fevereiro.

Como ainda precisa ser formalizado, o pedido da All Nippon Airways não deverá ser incluído.

Os novos 787-10 serão usado em rotas domésticas de alta densidade no Japão, tarefa que já coube ao 747 SR (John Wheatley)

Veja também: Boeing confirma que reduzirá produção do 787 em quase um terço

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