Embraer apresenta novo jato executivo Legacy 450

Aeronave de US$ 17 milhões pode levar até nove passageiros em viagens internacionais
O novo modelo 450 é o "caçula" da família Legacy da Embraer (Foto - Thiago Vinholes)
O novo modelo 450 é o “caçula” da família Legacy da Embraer (Foto – Thiago Vinholes)
O novo modelo 450 é o "caçula" da família Legacy da Embraer (Foto - Thiago Vinholes)
O novo modelo 450 é o “caçula” da família Legacy da Embraer (Foto – Thiago Vinholes)

A divisão de aeronaves executivas da Embraer apresentou à imprensa nesta sexta-feira (7) o novo jato Legacy 450, o “caçula” da família, no Campo de Marte, em São Paulo. O modelo, que será um dos principais destaques na feira de aviação Labace 2015 na próxima semana, surge como uma das opções mais avançadas de seu segmento (mid-light) e com um dos melhores custo/benefício do mercado. “Jatos de outros fabricantes com essas mesmas especificações podem custar mais de US$ 30 milhões”, contou Marco Tulio Pellegrine, presidente da Embraer Executive Jets. De acordo com a empresa, o novo avião custa US$ 17 milhões.

O Legacy 450 é o menor modelo da família Legacy, que ainda tem as variantes 500, 600 e 650 com capacidade para até 15 passageiros. O novo modelo, para até nove pessoas, mede 19 metros de comprimento e 20 m de envergadura de asas (o Legacy 650 tem 26 m de comprimento e 21 m de envergadura) e tem alcance aproximado de 4.630 km, o que permite realizar viagens internacionais. “É um jato que pode chegar nos Estados Unidos com apenas uma parada para reabastecimento”, contou ao Airway o comandante Sidney Rodrigues, piloto de testes da Embraer.

A aeronave possui dois motores turbofan Honeywell, cada um capaz de gerar até 6.080 libras de tração e tem consumo de combustível relativamente baixo – queima cerca de 841 kg de combustível em uma viagem de 555 km.

O novo Legacy 450 é também um dos jatos executivos mais velozes do mundo, podendo voar a 1.017 km/h. O modelo, porém, voa em velocidade de cruzeiro de 885 km/h e pode atingir a altitude de até 13.720 metros.

O lançamento da Embraer também pode operar em aeródromos pequenos, precisando de 1.220 metros para decolar e apenas 700 m para o pouso.

O Legacy 450 tem 19 metros de comprimento e capacidade para levar até 9 passageiros (Foto - Thiago Vinholes)
O Legacy 450 tem 19 metros de comprimento e capacidade para levar até 9 passageiros (Foto – Thiago Vinholes)

“O Legacy 450 é uma aeronave de longo alcance e muito versátil para atender clientes exigentes e empresas de táxi aéreo que precisam de um aparelho eficiente e com alto grau de prontidão. A aeronave pode voar até 1.400 horas por ano, praticamente o mesmo que um avião comercial”, explicou Pellegrine.

Equipado com as tecnologias mais avançadas já criadas para a aviação, o Legacy tem como um de seus principais destaques os controles fly-by-wire, que substitui comandos manuais por eletrônicos, aumentando o nível de automação da aeronave e assim reduzindo o trabalho do piloto.

Veja mais: Jato executivo da Honda será vendido no Brasil por US$ 4,5 milhões

A cabine de comando dos modelos Legacy é totalmente digital e em vez do manche central, comum em aeronaves da geração anterior, ele utiliza os chamados “sidesticks” o que, segundo a Embraer, aumenta o conforto para os pilotos e melhora a capacidade de manobra do avião. “É uma delícia voar com esse jato”, completou o comandante Rodrigues.

A cabine do Legacy possui equipamentos totalmente digitais, o que reduz a carga de trabalho do piloto (Foto - Thiago Vinholes)
A cabine do Legacy possui equipamentos totalmente digitais, o que reduz a carga de trabalho do piloto (Foto – Thiago Vinholes)

Customização

O interior do Legacy 450 pode ser configurado de diferentes formas, incluindo a disposição dos assentos. É possível trocar duas poltronas por um sofá, por exemplo. A lista de itens extras para a aeronave inclui sistema de entretenimento com tela de alta definição, assentos que inclinam até virar camas e até opção de piso de granito para toalete. A aeronave também pode ter conexões de internet e telefonia via satélite.

Veja mais: “Uber da aviação” oferece caronas em jatos executivos a preços módicos

O Legacy 450, ainda como protótipo, voou pela primeira vez em 28 de dezembro de 2013, em São José dos Campos, onde fica a principal instalação da Embraer. A aeronave, contudo, ainda não foi totalmente certificada, o que deve ser anunciado na próxima semana durante a Labace.

Alguns dos principais concorrentes do novo produto da Embraer são os modelos Learjet 45, Cessna Citation Excel, Hawker 850XP e Gulfstream G100, que estão uma geração atrás do novo jato brasileiro.

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odair rodrigues de moura
6 anos atrás

Eu queria arrumar UM TRABALHO na ambraer obriguado

jose carlos
6 anos atrás

Mais um teco-teco.

Henrique Rosenail
6 anos atrás

Causou-me estranheza o fato de a Embraer informar que a capacidade da cabine comporta oito passageiros, e “mais um que pode viajar no assento do toalete”!
Sugiro informar, somente, que a capacidade da cabine comporta oito passageiros!

Ricardo
6 anos atrás

Me orgulho da Embraer, uma empresa com produtos de alto valor agregado e temos tecnologia brasileira voando nois principais paizes do mundo.

Jean
Jean
6 anos atrás

Com esse tipo de mini-manche, os sidesticks, a Embraer teve que pagar para Airbus, para pode usar em seus jatos, pois esse tipo de manche eh patenteado pela Airbus. De resto um jatinho bonito, basta saber se eh bom.

MARCO BRIZZI
MARCO BRIZZI
6 anos atrás

Srs. Uma pergunta que não consigo resposta, é se a Embraer tem capacidade de construir aeronaves com tecnologia iguais as melhores de outros países, porque temos que importar aviões de caça Gripen da Suécia para equipar nossa força aérea brasileira? O Brasil nunca entrou em conflitos internacionais desde a 2a. guerra mundial. Não temos conflitos com nenhum dos países vizinhos desde a guerra do Paraguai e estamos importando aviões de caça Gripen enviando divisas e não valorizando nossa capacidade de construir ao menos um protótipo para demonstrar que temos condições de fazer um equipamento adequado as nossas necessidades de patrulhamento de fronteiras e defesa do território nacional. Não encontro respostas para mais essa aberração do governo do PT que não prestigia a capacidade de fazermos nossos próprios equipamentos de defesa. O Brasil constroe aviões de treinamento para diversos países e não consegue fazer seu próprio equipamento de defesa? Onde estão os defensores desse país que não manifestam suas indignações com tamanho desrespeito a engenharia aeronáutica brasileira?

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[…] um jato que pode chegar nos Estados Unidos com apenas uma parada para reabastecimento”, contou ao Airway o comandante Sidney Rodrigues, piloto de testes da […]

Ilo Navarro
6 anos atrás

Marco Brizzi, não confunda aviação comercial com aviação militar, leia o texto sobre o jato e verá que a turbina não é feita pela Embraer, não temos know-how para produção de turbinas e jatos com turbinas, somente a hélice (visto os Tucanos, que são exportados até para os Estados Unidos).
O governo está comprando esses jatos justamente para adquirir know-how para a produção de jatos, a SAAB aceitou repassar tecnologia para a Embraer, e a Embraer irá produzir jatos aqui, não só para o Brasil, mas para outros países, gerando as tais divisas que você tanto se preocupa, é a primeira vez na história da Embraer que isso será feito, justo por culpa do PT, que você tanto fala mal.
Resumindo, não temos capacidade técnica e operacional de produção de caças a jato, somente a hélice, sem esse acordo com a SAAB, criando o Grippen NG, não seria possível termos esse know-how tão cedo.

marcos Helou
marcos Helou
6 anos atrás

Caro ilo Navarro sua resposta esta parcialmente correta.

Sim é verdade que não detemos tecnologia e dai a importância de adquiri-la comprando de que tem. Essa compra já deveria ter sido feita a mais de 10 anos , mas o Lula queria comprar dos Franceses, num acordo muito tipico do PT, graças aos militares da Aeronáutica essa compra francesa não passou
Se a Embraer é o que é, não é graças ao PT é graças aos seus acionistas, corpo técnico e diretivo.
O PT FOI CONTRA PRIVATIZAR A EMBRAER.
Se fosse pelo PT publica a Embraer estava cheia de políticos, e vagabundos apadrinhados. Cheia de ladrões petistas roubando a companhia que ainda estaria no seculo passado produzindo o Bandeirantes.
Acorda cara , o PT ta quebrando o Brasil

Miguel Borges
Miguel Borges
6 anos atrás

Concordo com o Marcos Helou, se a Embraer não tivesse sido privatizada, assim como a VALE, essas empresas estariam quebradas como a PETROBRÁS, que esse governo de corruptos , bandidos e mentirosos, soube bem fazer.

Marcellino
Marcellino
5 anos atrás

É tô lembrando. O Lula deu um churrasco pro Sarkozy, que estava em visita ao Brasil, e no meio da cachaçada fechou negócio com a França sobre o caça Rafale. O brigadeiro Santo pediu demissão, foi uma caca. Deu o maior trabalho pra desfazer a M. Isso é PT.

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