Embraer E195-E2 voa pela primeira vez

Maior aeronave comercial já construída no Brasil decolou antes do previsto pela fabricante
E195-E2 voa pela primeira vez: 90 das 215 encomendas firmes são da versão (Embraer)

A Embraer comemorou nesta quarta-feira a primeira decolagem do E195-E2, maior versão da nova família de jatos comerciais da empresa. A aeronave havia sido apresentada no início do mês e a própria fabricante reconhecia que o primeiro voo deveria ocorrer mais cedo do que se pensava. Mas talvez ninguém esperasse isso apenas três semanas depois do roll-out.

O jato comercial é também o maior avião já desenvolvido no país. Versão ampliada e aprimorada do primeiro E195, o novo avião possui 41,5 m de comprimento e 35,1 metros de envergadura.  Segundo a Embraer, ele pode levar até 146 passageiros, dependendo da configuração escolhida pelo cliente. Na prática, são três fileiras extras em relação ao antecessor.

“O E195-E2 oferece aos nossos clientes a oportunidade de desenvolver novos mercados com maior lucratividade sem comprometer a competitividade de custo unitário. É uma máquina de geração de resultado”, explicou John Slattery, Presidente da divisão de aviação comercial da Embraer.

A aeronave decolou de São José dos Campos, sede da empresa, às 11 horas e 22 minutos e voou por cerca de duas horas. A tripulação foi formada pelos pilotos Márcio Brizola Jordão e José Willi Pirk, e os engenheiros de voo Celso Braga de Mendonça e Mario Ito. Já nesse primeiro voo, eles avaliaram o desempenho da aeronave, qualidade de voo e o comportamento de sistemas como o piloto automático, fly-by-wire e retração do trem de pouso.

Novos competidores

Demonstrar avanços em seus projetos é uma forma de a Embraer se diferenciar dos seus concorrentes, quase todos enfrentando problemas com o desenvolvimento de seus aviões. A Bombardier, por exemplo, apenas no ano passado conseguir colocar em operação a família CSeries.

A tripulação comemora o primeiro voo do E195-E2 (Embraer)

Quanto aos novos rivais dos E-Jets, muitos problemas pela frente: a Mitsubishi já postergou a entrega dos primeiros MRJ90 para 2018 e a Sukhoi, embora já tenha entregue um bom número de Superjet 100, seu modelo, depende demais do mercado russo para garantir sua produção.

A versão E195 deve entrar em serviço em 2019, mas com o cronograma antecipado não é arriscado dizer que a Embraer possa entregá-lo antes do planejado, caso haja interesse em seus operadores (a Azul será o primeiro deles). Até o momento, 275 aeronaves foram encomendadas e 415 cartas de intenção foram assinadas. Veja abaixo o momento da decolagem do E195-E2.

O desafio agora é provar qual desses jatos é capaz de entregar a eficiência operacional e proporcionar retorno financeiro para seus clientes. Quem acertar a mão deve levar vantagem nas futuras encomendas que virão.

Embraer E195-E2 decola pela primeira vez

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  1. Show de bola! Até que enfim uma notícia decente nesse mar de esgoto que se tornou esse pais.
    Esse é um ótimo exemplo de como poderíamos estar se não fossem esses corruptos safados que nos governam.
    Parabéns Embraer!!!

  2. Parabéns a todos da Embraer. É um orgulho ser brasileiro com esta noticia. O Exemplo que estão dando neste momento critico de nossa política, deverá ser um lenitivo para uma mudança radical no comportamento dos homens que governam este País. Parabéns a todos da Embraer.

  3. Com a proximidade de 31 de março, vale lembrar o presidente Costa e Silva grande patriota brasileiro que com visão possibilitou a criação em 1969 da Embraer hoje orgulho da engenharia brasileira.

  4. SHOW!!! LINDO AVIÃO!! A EMBRAER É UM ORGULHO PARA O BRASIL! – QUE DÊ TUDO CERTO E VENHA MUITAS ENCOMENDAS; DEUS ABENÇOE O PROJETO E A AERONAVE SEJA SINÔNIMO DE SEGURANÇA, CONFORTO E LUCRO.

  5. Parabéns a essa equipe da Embraer temos pessoas,brasileiros muitos inteligentes, os governos deveriam se espelhar nessa equipes aí quem sabe o Brasil melhoraria.

  6. Imagine se a Embraer não fosse privatizada. A pelegada vagabunda e mortadela já teria quebrado a Embraer igual a Petrobras.

  7. Se a Embraer estivesse nas mãos do governo (leia políticos), certamente estaria desenvolvendo charretes voadoras a custos de NASA. Nesse lamaçal, somente o empreendedor privado tem possibilidade de fazer o Brasil crescer.

  8. Parabéns a todos, realmente o Brasil tem capacidade pra produzir muitas coisas é só ter aptidão e querer fazer algo para o bem de todos, o que infelizmente estraga em nosso país e que já existe nos paises de primeiro mundo é a burocracia do passe livre aéreo para os idosos que contribuiram também pela realização desta e pelos deficientes físicos que tem total prestigio em poder compartilhar esse sonho de um dia poder embarcar numa aeronave deste tamanho nos seus direitos e benefícios, é um grande sonho que um dia quando um bom administrador entrar para governar esse imenso país, irá olhar isso e com muito carinho e amor a esse público que não merece apenas aplausos mas muito mais que isso.

  9. Parabéns..melhor ainda quando conseguirmos fazer um motor próprio. Por ora, meio atrasados, já lidamos bem com fuselagem, aerodinâmica e desenho simpáticos e outras coisas que não asseguram independência..um motor nacional competitivo e independente, isso seria um belo início para a autonomia aeronáutica.

  10. Olá Ricardo. Parabéns pela reportagem. Estou sempre acompanhando por aqui… Você sabe me dizer porque a Embraer não optou por não usar winglets neste novo modelo? abraço!

  11. A Embraer é uma empresa que esteve perto da falência e deu a volta por cima. É válida a crítica ao setor público, mas é essencial relembrar que se não fosse esse setor, ela não teria sido criada, uma vez que não há caridade no setor privado. Foi necessário um investimento inicial do setor público.
    O problema que estamos vendo nas nossas estatais não o fato de pertencerem ao Estado, é a indicação política de pessoas que não têm competência técnica para cargos de direção. Temos que exigir mudanças nas regras de nomeação para os dirigentes dessas empresas públicas, eles deveriam ser técnicos com conhecimento aprofundado da causa. Vide o que estão fazendo os Correios. 🙁

  12. Isto prova que com escola e somente com escola, se tem um futuro melhor. Não adianta “jeitinho brasileiro”.

  13. Parabéns a Equipe EMBRAER! Parabéns ao Comando da Aeronáutica, ao ITA, ao CTA, ao IFI e, em especial a Força Aérea Brasileira, que antevendo o futuro e o potencial de nosso país fizeram com que o sonho brasileiro de tornar-se uma potência aeroespacial se transformasse em realidade. Parabéns aos Marechais-do-ar Montenegro, Lavenére e Eduardo Gomes! Parabéns ao Cel. Eng. Osiris Silva! A EMBRAER é um orgulho nacional, a terceira maior indústria aeronáutica do mundo, atras apenas da Boeing e da Airbus! Orgulho de ser brasileiro, aviador, comandante da família EMBRAER (170/175/190 e 195). Que o exemplo que a EMBRAER está dando ao país e ao mundo neste momento tão critico de nossa história, sirva como um atestado de competência, honestidade e seriedade de uma gestão empresarial empreendedora e ousada! Um exemplo da capacidade científica-tecnológica brasileira, de nossa mão-de-obra altamente qualificada! Um exemplo a ser seguido por todos os cidadãos de bem de nosso país, homens e mulheres que anonimamente estudam e trabalham com honestidade para fazerem do Brasil uma grande nação! Que a classe política de nosso país se espelhe no exemplo da EMBRAER e da livre iniciativa brasileira e empreenda uma mudança radical no comportamento dos homens e mulheres que governam este País. Parabéns a EMBRAER!

  14. Parabéns à EMBRAER! Parabéns a todos que duramente trabalham para o sucesso dela!
    Mostremos! … : quem inventou sabe o que faz e sempre pode fazer o melhor!
    É de arrepiar!
    Carlos, … humildemente.

  15. nunca me esqueço quando o grande estadista Fernando Henrique privatizou a embraer, uma grande chiadeira de partidos da esquerda, políticos, etc. e veja ai hoje nossa embraer, tambem digamos da telefonia, voce tinha que pagar um absurdo por uma linha e ficar ate anos na lista de espera, sem falar da siderurgicas, bancos estaduais, etc.,etc. o brasileiro infelizmente tem memoria curta.

  16. Companhias aereas brasileiras. Comprem avioes da Embraer. Vamos tentar aquecer a economia do Brasil.
    Comprem Boeing ou Airbus somente se a Embraer nao tiver disponivel os modelos nas configuracoes que desejam, caso contrario COMPREM EMBRAER.

  17. Se a Embraer tivesse sido contemplada para algum partido da base de sustenção do governo, estaria igual aos Correios, quebrada, como pode uma estatal com monopólio assegurado na Constituição e imunidade total do pagamento de impostos ter sido levado a semelhante estado ?

  18. Eu trabalho no aeroporto London City e semana passada recebemos o Bombardier C100 para receber a certificação, foram feitas várias decolagens, aterrisagens entre outras coisas para obter o “ok” operacional do aeroporto. E posso afirmá-los baseando somente pelo vídeo que a canadense é mais suave no termo ruído. Aqui neste aeroporto 70% são embraer 170/190 usados por BA, Swiss, Alitalia, Lufthansa e eu torço muito para que a Embraer continue sendo majoritária nestas empresas e neste aeroporto. Porém resgato que a Swiss já tem planos de operar 6 Bombardier do LCY… #aceleraEmbraer

  19. Hmmm…não tem winglets a aeronave? Não é meio na contramão das atuais? 737 e A-320/19/18 possuem, CSeries também, somente SJ100 e MRJ não…mesmo a antiga família ERJ tinha…

  20. As pontas das asas, na verdade, possuem wingtips…vejam o que o Ricardo Meier escreveu aqui mesmo no Airway, em março de 2014, à época falando sobre o ERJ175-E2:

    ” A Embraer apresentou nesta quarta-feira, 12, em São José dos Campos o E175 com melhorias para gerar economia de combustível. A mudança mais visível é a adição de wingtips nas pontas das asas. Com elas e outras novidades, o jato pode economizar 6,4% de combustível, segundo a empresa.
    Os wingtips substituem os winglets já que geram menos turbulência nas pontas das asas. Eles são menos inclinados que os winglets e também mais longos.”

    Devidamente explicado.

  21. Osvaldo, a Embraer foi privatizada no governo de Itamar Franco. Fernando Henrique, apesar de ter levado adiante os processos de privatização iniciados por Collor, nem se quer era mais o ministro da fazenda na data de privatização da Embraer.

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