FAB anuncia chegada de novas aeronaves de busca e salvamento

Modelos Airbus SC-105 com equipamentos avançados de resgate serão introduzidos em 2017
A FAB já possui uma frota com 15 unidades do C-105, mas sem os equipamentos modernos de busca do novo SC-105 (Foto - FAB)
A FAB já possui uma frota com 15 unidades do C-105, mas sem os equipamentos modernos de busca do novo SC-105 (Foto – FAB)
A FAB já possui uma frota com 15 unidades do C-105, mas sem os equipamentos modernos de busca do novo SC-105 (Foto - FAB)
A FAB já possui uma frota com 15 unidades do C-105, mas sem os equipamentos modernos de busca do novo SC-105 (Foto – FAB)

A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou um reforço na frota do grupo de Aviação de Busca e Salvamento. A divisão vai receber no início de 2017 três aeronaves Airbus SC-105 “Amazonas”, projetado especificamente para missões de busca e salvamento (SAR). As aeronaves terão equipamentos de bordo para aumentar as possibilidade de localizar aeronaves, embarcações ou pessoas desaparecidas, inclusive a noite.

Os três aviões contarão com sistema eletro-óptico de busca por imagens infra-vermelho. Esse equipamento permite, por exemplo, detectar pelo calor uma aeronave acidentada encoberta pela vegetação ou uma pessoa no mar, como explica a Força Aérea.

O SC-105 carrega no nariz o radar “EL/M-2022A(V)3” do fabricante israelense IAI, capaz de realizar buscas sobre terra ou mar, com alcance de até 360 km. Além desse recurso, a aeronave também possui um sistema de comunicação via satélite, que permite o contato com outros aviões ou centros de coordenação de salvamento.

Cada SC-105 terá uma tripulação de pelo menos outro militares: dois pilotos, um mecânico, dois operadores de sistemas de missão e quatro observadores, especialistas que vão acomodados diante de quatro janelas em formato de bolha para busca visual. Dependendo da missão, podem ser ser levados mais tripulantes para realizarem o revezamento nas posições durante durante os voos, que podem durar até dez horas.

Veja mais: O ataque do “Piano de Beethoven”

A aeronave também pode embarcar paraquedistas e um “loadmaster”, resposável pelo lançamento de botes salva-vidas ou de mantimentos para sobreviventes localizados. O aparelho ainda pode cumprir operações de evacuação aeromédica e vigilância.

As aeronaves devem ser incorporadas ao “Esquadrão Pelicano” (2º/10º Grupo de Aviação), sediado em Campo Grande (MS), de onde podem se deslocar para qualquer parte do território brasileiro, de acordo com a FAB.

O "loadmaster" pode lançar botes salva-vidas ou mantimentos para os sobreviventes localizados (Foto - FAB)
O “loadmaster” pode lançar botes salva-vidas ou mantimentos para os sobreviventes localizados (Foto – FAB)

As novas aeronaves SC-105 são uma versão mais avançada do C-105, que opera com a FAB desde 2005. Esses modelos, no entanto, têm uma configuração básica, com apenas duas janelas de observação e sem os equipamentos específicos para missões SAR. Além disso, os primeiros Amazonas (a FAB possui uma frota com 15 unidades) incoparados à Força Aérea Brasileira foram fabricados pela espanhola CASA.

Designado por seus fabricantes como C-295, a aeronave de 24,5 metros de comprimento e 24,8 m de envergadura é impulsionada por dois motores turbo-hélice Pratt & Whitney de 1972 hp cada. Pode atingir a velocidade máxima de 576 km/h com autonomia de 4.600 km e alcança até 9.100 metros de altitude.

Ao lado dos P-3AM Orion e dos futuros KC-390, os três novos SC-105 serão os principais aviões da FAB responsáveis para operações de busca e salvamento, que cobrem uma área de 22 milhões de quilômetros quadrados na terra e no mar.

Veja mais: A primeira guerra de um avião Embraer

As três aeronaves foram compradas pelo governo brasileiro por 186 milhões de euros, segundo informe publicado no Diário Oficial da União.

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Ewerton
Ewerton
6 anos atrás

Salvar quem? De que? O que está vindo que nós não estamos sabendo?

LUIZ
LUIZ
6 anos atrás

ADIVINHA QUANTO ESSE PARTIDO PODRE E CORRUPTO DEVE TER LEVADO DE COMISSÃO ???? DUVIDO QUE ALGUEM ACERTE

Henrique Domingues
Henrique Domingues
6 anos atrás

O SC-105 não é um Airbus. Ele é fabricado pela CASA.

josé de Souza Reis
6 anos atrás

A saúde ,a educação,a segurança ta uma merda por que roubaram a grana toda,pra que aeronaves?Pra tapar o sol com uma peneira ou para lavar?Como fazem o brasileiro de idiota!!!!

Ernesto Genaro
6 anos atrás

É!!!!! SERÁ QUE NOSSAS BRILHANTES FORÇAS ARMADAS NÃO AMAM MAIS A PÁTRIA? OU ESTÃO AGUARDANDO UM LEVANTE ARMADO DO POVO?

Eduardo
Eduardo
6 anos atrás

Excelente avião para resgate. Toda vez que tem uma tragédia natural, enchentes, secas, é a aviação da FAB que dá o braço. E para quem não sabe, atualmente a CASA é uma filial da Aribus

Antonio
6 anos atrás

É melhor agente se prevenir. O mundo tá ficando complicado e os malucos religisistas logo, logo, chegarão aqui. Então, uma arma a mais não fará mal a ninguém.

Wagner
Wagner
6 anos atrás

Se um dia vcs ou um familiar sofrer um acidente aéreo ou ficar a deriva no mar, vão saber o por quê da compra dessas aeronaves.

Socrates
Socrates
6 anos atrás

Henrique Domingues, a CASA pertencia a EADS, que foi comprada pela Airbus e agora é produzido sob esta sigla.

marcelo manfio
marcelo manfio
6 anos atrás

Qual “companheiro” petista será que foi “conhecer” o projeto dos aviões, na sede do fabricante, e teve a mão molhada, “escolhendo” assim o modelo que seria adquirido pela FAB…???? Pois foi assim que aquele “companheiro” do ABC foi até a Suécia e “elegeu” o Grippen…

Sérgio
Sérgio
6 anos atrás

A EADS já era uma divisão da Airbus responsável pela parte militar. Foram criados em 2013 a Airbus Defense and Space com as extintas divisões da EADS e a EADS era o resultado da fusão da Daimler, Aerospatiale e Casa. A Eurocopter, também uma divisão da EADS, passou a se chamar Airbus Helicopters. Resumindo: Ninguém comprou ninguém…Tudo era Airbus/Eads antes e apenas renomearam e separaram as divisões.

Sérgio
Sérgio
6 anos atrás

SÓCRATES, a CASA não pertencia à EADS…era parte dela na fusão que ocorreu em 2000 com a Daimler e a Aerospatiale e que também não foi comprada pela Airbus, pois na realidade quem era dona da Airbus era a EADS e a BAE Systems que depois vendeu sua participação na empresa. A EADS foi extinta em 2014 para reestruturação de suas divisões. Astrium, Airbus Military e Cassidian se tornaram a Airbus defense and space e a Eurocopter, outra divisão EADS, passou a se chamar Airbus Helicopters.

Hamilton Mendes
Hamilton Mendes
6 anos atrás

Quanto desinformado fazendo comentários imbecis. A FAB possui uma frota de aeronaves de patrulha cujas especificações e dimensionamento do acervo são elaborados com todo o critério, sem ingerência de natureza partidária. Desafio qualquer desses Panacas a sustentar tais ilações e calunias com provas.

André Lourenço
André Lourenço
6 anos atrás

Não concordo !

A prioridade são os caças !, não adianta novos Helicópteros, aviões de transporte, os poucos recursos tem que ser usados para comprar aviões para substituir os F5 que darão baixa em breve.
Ou trazer os Gripens C da Africa do sul, ou pelo menos incrementar o projeto F5M com novas unidades para reforçar a frota, também adquirir aviões tanque.

Jodir
5 anos atrás

Hum, bem interessante.

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