A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) concluiu que um erro humano causou o primeiro acidente envolvendo o turboélice de ataque OA-1K Skyraider II, após um piloto em treinamento desligar inadvertidamente o fornecimento de combustível da aeronave durante uma missão de instrução em Oklahoma no ano passado.
Segundo o relatório oficial do Conselho de Investigação de Acidentes Aeronáuticos, o acidente de 23 de outubro de 2025 ocorreu quando o piloto operou por engano a válvula de corte de combustível de emergência em vez da válvula do tanque de combustível da fuselagem durante uma verificação rotineira dos sistemas em voo. O erro interrompeu o fornecimento de combustível ao motor turboélice Pratt & Whitney, levando à perda total de potência.
A aeronave de dois lugares, avaliada em cerca de US$ 17,9 milhões, caiu em um campo aberto após atingir placas de trânsito, postes de energia e cercas. Tanto o piloto-aluno quanto o instrutor saíram ilesos, embora a aeronave tenha ficado destruída. Propriedades civis também sofreram danos.
A aeronave acidentada realizava uma missão de Treinamento de Qualificação Inicial a partir da Base Aérea da Guarda Nacional de Will Rogers, em Oklahoma. O piloto-aluno, ex-avaliador de U-28 com mais de 2.300 horas de voo, havia acumulado pouco mais de 37 horas no OA-1K e apenas cerca de três horas na configuração Block 1 totalmente operacional.

Investigadores informaram que o piloto se distraiu com problemas de comunicação logo após a decolagem. Enquanto tentava ajustar o capacete e as configurações do intercomunicador, recebeu a instrução de verificar o funcionamento da válvula do tanque de combustível da fuselagem. No entanto, girou a alavanca vermelha de corte de combustível de emergência, próxima dali, interrompendo o fluxo de combustível para o motor.
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Embora o piloto tenha percebido o erro cerca de 20 segundos depois e reaberto a válvula, não informou ao instrutor o que havia ocorrido. A tripulação concentrou-se em solucionar o que acreditava ser uma pane de motor antes de declarar emergência e tentar um pouso forçado. O relatório concluiu que a tripulação tinha altitude suficiente para realizar os procedimentos prescritos de religamento do motor, mas preferiu focar em alcançar uma área de pouso.

A investigação identificou outros três fatores que contribuíram para o acidente: saturação de tarefas, dificuldades de comunicação que prejudicaram a coordenação da tripulação e priorização ineficaz das tarefas durante a emergência. Registros de manutenção, qualidade do combustível, condições meteorológicas e sistemas mecânicos da aeronave foram descartados como causas contribuintes.
O relatório também descreve diferenças entre as versões Block 0 e Block 1 da aeronave. No cockpit do Block 1, uma alavanca de potência maior obstrui parcialmente a visão do piloto sobre os controles de combustível, enquanto a alavanca de corte de combustível de emergência fica a apenas cinco polegadas acima da alavanca prateada da válvula do tanque de combustível. Os investigadores observaram essas características de projeto, mas não as identificaram como fatores contribuintes para o acidente.

Derivado do avião agrícola Air Tractor AT-802, o OA-1K Skyraider II está sendo adquirido pelo Comando de Operações Especiais dos EUA como plataforma de baixo custo para missões de reconhecimento armado, apoio aéreo aproximado e ataque de precisão em ambientes permissivos.
O ritmo de aquisição futura da aeronave, no entanto, foi recentemente reduzido. O orçamento proposto pelo Pentágono para o ano fiscal de 2027 adia a produção planejada para direcionar recursos a sistemas não tripulados, refletindo a crescente ênfase em drones para missões de operações especiais.



