ERJ 145 da Força Aérea belga: estreia tardia na aviação comercial (dxme)

Jato de passageiros pioneiro da Embraer, o ERJ ainda é visto voando em várias partes do mundo, incluindo unidades em serviço militar. Nesta semana, no entanto, quatro unidades dos modelos ERJ 135 e ERJ 145 operados pela Força Aérea da Bélgica desde 2001 foram vendidos para a companhia aérea Amelia.

Usados no transporte VIP, os quatro aviões brasileiros iniciarão um tardia carreira comercial na empresa francesa, especializada em serviços sob demanda. A Amelia é hoje uma das maiores operadoras do jato regional, com sete unidades do ERJ 145 (50 assentos) e três do ERJ 135 (com capacidade para transportar 37 passageiros).

São dois modelos ERJ 135 e dois ERJ 145, cujo primeiro exemplar foi entregue no dia 18 de novembro em Saint-Brieuc. O segundo ERJ 145 está programado para ser entregue até o final de dezembro enquanto os dois aviões serão repassados em 2021, após serem retirados de serviço pouco antes do Natal. A Amelia também receberá as peças sobressalentes dos quatro ex-aviões do governo belga – que decidiu arrendar dois jatos executivos Falcon 7X para substituí-los.

Segundo a Amelia, que faz parte do grupo Regourd Aviation, os novos aviões serão usados em voos dentro da França e na Europa. A empresa possui ainda em sua frota aeronaves ATR 42 e 72, e os jatos executivos Falcon 900EX e Legacy 600 – irmão do ERJ 135.

De acordo com a Cirium, existiam 61 jatos ERJ 135 e 479 ERJ 145 ativos ou estacionados à espera da retomada da demanda aérea em 2020. A Embraer produziu cerca de 1.230 unidades da família, que também inclui o pouco vendido ERJ 140.

A aeronave foi comercializada entre meados da década 90 e o final dos anos 2020 e também deu origem ao jato executivo Legacy e à versões de uso militar como o R-99, de controle aéreo antecipado, e P-99, de patrulha marítima.

Apesar da relevância na aviação comercial, a família de jatos da Embraer nunca teve uma presença significativa no Brasil. Além da extinta Rio-Sul, o ERJ foi visto em raras empresas e hoje é usado apenas pela Força Aérea Brasileira e pela Polícia Federal – sem contar operadores privados da versão executiva.

A Amelia é uma das maiores operadoras do jatos da Embraer (Amelia)

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