A Letônia está avaliando o Embraer A-29 Super Tucano como possível reforço para sua força aérea, considerando o turboélice para missões antidrone, em vez de sua tradicional função de ataque leve.

Segundo reportagens locais, o comandante da Força Aérea da Letônia, major-general Viesturs Masulis, reuniu-se com representantes da Embraer durante a Global Air & Space Chiefs' Conference, em Londres, em julho, para discutir o A-29 como futura aeronave de combate leve do país.

Antes de deixar o comando, Masulis manifestou apoio público à ideia, afirmando que a aeronave deve ser vista “não como um avião clássico, mas como um sistema de defesa aérea embarcado”, especialmente contra alvos de baixa velocidade e veículos aéreos não tripulados.

A Letônia já destinou mais de €1 bilhão para reforçar suas capacidades de defesa aérea. Embora nenhuma decisão de compra tenha sido anunciada, o governo aguarda uma proposta formal da Embraer antes de decidir se incluirá o A-29 em seus planos de modernização.

A Embraer tem promovido o Super Tucano nos últimos anos para forças aéreas europeias e da OTAN, para missões que vão além do treinamento de pilotos e do ataque leve.

Um dos cinco A-29N Super Tucano de Portugal ainda com matrícula brasileira (FAP)
Um dos cinco A-29N Super Tucano de Portugal ainda com matrícula brasileira (FAP)

Para apoiar esse conceito, a Embraer trabalha em parceria com a norte-americana Valkyrie Aero na integração do sistema de pontaria Gunslinger, permitindo ao A-29 engajar aeronaves não tripuladas de pequeno porte com maior precisão.

O fabricante brasileiro também desenvolveu a variante A-29N, voltada para os requisitos da OTAN. Portugal tornou-se o primeiro cliente europeu em 2024, com um pedido de 12 aeronaves, das quais cinco foram entregues no final de 2025.

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A Holanda também identificou o A-29 Super Tucano como possível opção para futuras necessidades da força aérea, embora nenhuma decisão de compra tenha sido anunciada.

A-29 Super Tucano (Embraer)
A-29 Super Tucano (Embraer)

A Polônia também desponta como potencial operadora futura. Autoridades militares discutiram o Super Tucano como possível plataforma antidrone, embora Varsóvia ainda não tenha selecionado a aeronave.

Mais de 290 Super Tucano já foram entregues em todo o mundo, sendo operados por quase 20 forças aéreas. Nos últimos anos, a Embraer busca ampliar sua presença na Europa, onde o rápido crescimento da ameaça de drones tem impulsionado a demanda por soluções de defesa aérea de menor custo, em complemento aos caças tradicionais e sistemas de mísseis superfície-ar.