Conheça os helicópteros mais letais do mundo

Exímios caçadores de tanques, helicópteros fortemente armados podem atravessar as linhas inimigas e destruir exércitos inteiros
O Apache, fabricado nos EUA, é um dos helicópteros mais avançados do mundo (US Army)
O Apache, fabricado nos EUA, é um dos helicópteros mais avançados do mundo (US Army)

O helicóptero é uma das formas mais eficientes de voar. O pouso e decolagem verticais permite a operação em pequenos espaços, como uma clareira na floresta ou um navio, por isso esse tipo de aparelho é um grande “faz tudo” da aviação. Pode operar em combates ou em missões de busca e salvamento em regiões isoladas e também é amplamente empregado na área civil em diversas funções.

No final da década de 1960, os Estados Unidos usou a Guerra do Vietnã como laboratório de testes para um nova “espécie” de helicóptero, um modelo específico para ataques. O primeiro exemplar dessa nova espécie de aeronave militar foi o Bell AH-1 Cobra, que entrou em operação em 1967.

Desenvolvido somente para o ataque, esse tipo de helicóptero se tornou a plataforma ideal para o combate contra veículos blindados e guerrilhas, alvos que exigem muita precisão. O Cobra, que foi uma das armas mais letais no Vietnã, inspirou a criação de diversos outros modelos fortemente armados e com desempenhos impressionantes, que não à toa os colocam entre os helicópteros mais rápidos do mundo.

Poucos países têm o conhecimento e indústria necessários para produzir esse tipo de helicóptero. Atualmente, o grupo é composto por nove oito nações: EUA, Rússia, China, Itália, França, Alemanha, Espanha, Turquia e África do Sul. Por outro lado, essas aeronaves são muito exportadas e estão presentes em inúmeras forças armadas pelo mundo, inclusive no Brasil.

Conheça a seguir os helicópteros mais poderosos que já foram produzidos:

AH-1 Cobra

Precursor dos helicópteros de ataque, o Bell AH-1 Cobra entrou em combate pela primeira vez em 1967 na Guerra do Vietnã operado pelo exército e marinha dos EUA. O efeito foi devastador: os aparelhos eram armados com canhões de mira automática e também carregavam foguetes e os primeiros mísseis ar-terra desenvolvidos para destruir veículos blindados.

O Cobra já foi aposentado nos EUA, mas ainda segue em operação em Israel e Japão (Marines)
O Cobra já foi aposentado nos EUA, mas ainda segue em operação em Israel e Japão (US Marines)

O Cobra foi desenvolvido a partir do Bell UH-1, o “Huey”, o helicóptero mais icônico da Guerra do Vietnã, mas em vez de soldados ou feridos, foi concebido para transportar somente armas. O AH-1 também foi muito utilizado em combate com as cores de Israel.

O Cobra permanece em serviço em países como o Japão, Paquistão e nos EUA, na versão mais recente AH-1Z Viper, que pode alcançar a velocidade máxima de 315 km/h e tem autonomia de 510 km.

Agusta A129 Mangusta

A Itália foi o primeiro país na Europa a desenvolver um helicóptero de ataque, o Agusta A129 Mangusta. O aparelho fez seu voo inaugural em 1983 e três anos depois foi incorporado ao exército italiano. O outro usuário do Mangusta é a Turquia, que em 2007 assinou uma acordo para produzir nacionalmente 51 unidades do aparelho (T129 ATAK da Turkish Aerospace).

O Mangusta também foi comprado pelo Exército da Turquia (AgustaWestland)
O Mangusta também foi comprado pelo Exército da Turquia (AgustaWestland)

O modelo da Agusta (atualmente AgustaWestland), além de pioneiro no Velho Continente, também foi o primeiro helicóptero de ataque com controles totalmente computadorizados (fly-by-wire), o que facilita o trabalho da tripulação, composta pelo piloto e operador de armas.

O Mangusta, a serviço do exército italiano, já foi destacado para conflitos na Macedônia, Angola e Somália, onde operou embarcado a procura dos perigosos piratas no “Chifre da África”. O modelo também já ofereceu suporte aéreo em coalizações no Iraque e Afeganistão.

Segundo dados do fabricante, o Mangusta é impulsionado por duas turbinas (turboshafts) de 890 cv cada. Essa força pode levar o helicóptero a velocidade máxima de 278 km/h e permite levar cerca de 700 kg de armamentos, como foguetes e mísseis anti-tanque.

Eurocopter Tiger

Desenvolvido para combater tanques soviéticos nos tempos da Guerra Fria, o Eurocopter Tiger (hoje um produto da Airbus Helicopters) sofreu diversos atrasos no projeto e entrou em operação somente em 2003, mais de uma década após a queda da URSS. Ainda assim, é considerado um dos melhores helicópteros de ataque da atualidade, com ações de combate na Líbia, Mali e Afeganistão. O modelo foi desenvolvido em parceria entre Alemanha, França e Espanha.

Um modelo Tiger com as cores do exército da França (Eurocopter)
Um modelo Tiger com as cores do exército da França (Eurocopter)

Um das principais características do Tiger é sua construção quase que inteiramente em materiais compostos, como fibra de carbono. Esse material alia alta resistência com baixo peso e a alternativa mais adequada para substituir peças fabricadas metálicas, que são mais pesadas.

O armamento padrão do helicóptero europeu é um canhão de 30 mm e mísseis anti-tanque Hellfire. A aeronave pode alcançar a velocidade máxima de até 315 km/h. Além dos países que o desenvolveram, o Tiger também foi adquirido pelo exército da Austrália.

Kamov Ka-50/Ka-52

Talvez um dos helicópteros com aspecto visual mais assustador, o Kamov Ka-50, desenvolvido na Rússia nos anos 1980 e introduzido na década seguinte, é uma tremenda máquina mortífera. Pode ser armado com canhões, metralhadoras, mísseis e até mesmo bombas. Além disso, pode voar a 350 km/h por mais de 1.100 km (na versão mais recente Ka-52).

A OTAN chama o Ka-50 de "Alligator" e a versão mais recente, o Ka-52, é o Black Shark (Divulgação)
A OTAN chama o Ka-50 de “Black Shark” e a versão mais recente, o Ka-52, é o “Alligator” (Divulgação)

O que mais chama atenção no aparelho da Kamov são os rotores contra-rotativos, o que permite eliminar o rotor traseiro, uma configuração comum em helicópteros russos. Já os armamentos são fixados em pequenas asas, embora elas não tenham função aerodinâmica. Outra peculiaridade do Ka-50 é o trem de pouso retrátil.

O modelo da Kamov está em serviço na Rússia, Iraque, Quênia e Egito. O Ka-50 foi utilizado em combate apenas em uma oportunidade, durante a intervenção russa na Chechênia, no ano 2000. Cerca de 110 aparelhos desse tipo estão em operação atualmente.

Boeing AH-64 Apache

Helicóptero de ataque mais famoso da atualidade, o AH-64 Apache, desenvolvido originalmente pela Hugues Helicopters, é também uma das armas mais devastadoras no arsenal dos EUA. Além de muito rápido (para um helicóptero), podendo superar os 360 km/h, o Apache também é extremamente preciso em seus ataques e raramente erra um alvo.

O Apache pode carregar até 16 mísseis anti-tanque (US Army)
O Apache pode carregar até 16 mísseis anti-tanque (US Army)

Testado em combate no Iraque, Afeganistão, Líbano e Bálcãs, o Apache se mostrou um notável destruidor de tanques e já abateu milhares de veículos inimigos que cruzaram seu caminho. A principal arma do AH-64 é o míssil AGM-114 Hellfire (até 16 artefatos), com orientação a laser. Além disso, também possui um canhão de 30 mm e pode receber casulos de foguetes ou sensores.

O Apache, atualmente um produto da Boeing, é o helicóptero de ataque mais caro da atualidade: a versão mais recente (série E) é avaliada em cerca de US$ 35 milhões. Mas isso não afasta os clientes, pelo contrário. A produção do AH-64 já superou as 2.500 unidades e o aparelho atualmente está em serviço em 15 países. Os principais usuários são os EUA, Israel, Japão e Reino Unido, que opera a versão naval “Sea Apache”.

Mil Mi-35

A imagem de um Mi-35 surgindo no horizonte pode ser o prenúncio de algo muito perigoso. Helicóptero militar russo mais conhecido, o aparelho desenvolvido na década de 1960 pela Mil Moscow Helicopter é também um dos mais poderosos já concebidos na aviação.

A Força Aérea Brasileira é um dos mais de 50 operadores do Mi-35 (FAB)
A Força Aérea Brasileira é um dos mais de 50 operadores do Mi-35 (FAB)

Desenhado tanto para o ataque como para o transporte de pequenas tropas, a primeira versão do aparelho surgiu em 1969, ainda com o nome Mi-24, na União Soviética e logo foi aplicado com eficácia contra rebeldes no Afeganistão. O modelo também foi utilizado durante a evacuação de Chernobyl, na Ucrânia, após o acidente nuclear em abril de 1986. Devido aos altos níveis de radiação, muitos aparelhos foram abandonados em campos pela cidade.

Os primeiros Mi-24 causaram tanta destruição no Afeganistão, que foi justamente sua existência que acelerou o processo de desenvolvimento de mísseis anti-aéreos portáteis nos EUA, que podiam ser lançados por apenas um homem, como o Stinger.

O Mi-35 possui seis pontos de fixação de armas e pode carregar mísseis anti-tanque ou anti-aéreo, metralhadoras pesadas, canhões, foguetes, bombas ou tanques de combustível extras, o que permite realizar longas missões. Ele também é muito rápido: alcança 320 km/h.

O helicóptero da Mil está em operação em 57 países, inclusive nos EUA, que adquiriu três unidades de forma clandestina para estudar seus pontos fracos. Um desses tantos operadores do Mi-35 é a Força Aérea Brasileira (FAB), que possui uma frota com 12 exemplares – os aparelhos são operados pelo Esquadrão Poti, baseado em Rondônia.

Harbin Z-19

O que os chineses não podem fabricar? A China já possui seu próprio helicóptero de ataque, o Harbin Z-19. Introduzido em 2012, o aparelho desenvolvido pela Harbin Aircraft tem desempenho e armamentos modestos, mas conta com algumas peculiaridades, como os abafadores que reduzem o ruído dos motores, o que pode diminuir o tempo de detecção durante um ataque.

Os chineses já fabricaram cerca de 100 unidades do Z-19 (Divulgação)
Os chineses já fabricaram cerca de 100 unidades do Z-19 (Divulgação)

O Z-19 possui quatro pontos de ancoragem de armas e, diferentemente de todos os modelos aqui citados, não é equipado com canhão. Apesar da capacidade de ataque, a principal missão do modelo são operações de reconhecimento, onde pode utilizar seus diferentes sensores de busca.

O helicóptero de ataque fabricado na China alcança 280 km/h e pode permanecer voando por até quatro horas. O exército chinês possui aproximadamente 80 aparelhos.

Mil Mi-28

O Mi-28, outro temido helicóptero desenvolvido pela Mil Moscow, pode ser considerado o “Apache Soviético”, pois tem características e desempenho comparáveis ao do modelo norte-americano. O batismo de fogo do aparelho com as forças russas aconteceu em 2015, no conflito da Síria.

O canhão do Mi-28 pode atingir alvos a 1,5 km de distância com precisão (Divulgação)
O canhão do Mi-28 pode atingir alvos a 1,5 km de distância com precisão (Divulgação)

O desenvolvimento do helicóptero começou ainda nos tempos da URSS, mas atrasos no projeto e a consequente falta de verbas após a queda do regime comunista fizeram o Mi-28 se tornar realidade somente em 2009, quando finalmente foi introduzido nas forças armadas da Rússia.

E tal como o Apache, o Mi-28 é fortemente armado e possui sistemas de orientação e busca que permitem realizar ataques precisos contra tanques em quaisquer condições climáticas de dia ou a noite. A principal arma do modelo é o canhão de 30 mm com base móvel e capaz de atacar alvos com precisão a 1,5 km de distância.

Depois do Mi-35, é o helicóptero de ataque seguinte na hierarquia das forças armadas russas, que possuem cerca de 100 unidades. Outros operadores do Mi-28 são Quênia e Iraque.

Denel Rooivalk

O Apartheid, regime de segregação racial que vigorou na África do Sul entre 1948 até 1994, impôs um longo embargo comercial ao país, principalmente sobre a compra armamentos. Sob essas circunstâncias e também motivado pela dificuldade em combater insurgentes em suas fronteiras com aviões, o país se viu forçado a desenvolver seus próprios meios de defesa para a situação, que exigia um helicóptero de ataque.

O Rooivalk foi desenvolvido para combater insurgentes nas fronteiras da África do Sul (Denel)
O Rooivalk foi desenvolvido para combater insurgentes nas fronteiras da África do Sul (Denel)

Com essa necessidade, a Atlas (atual Denel Aeronautics) iniciou em 1984 o desenvolvimento do Rooivalk, que é até hoje o único helicóptero desenvolvido na África. O projeto, no entanto, foi um enorme desafio para a indústria sul-africana e o aparelho foi concluído somente em 2011.

Apesar de sua concepção considerada simples, o Rooivalk pode surpreender com seu desempenho. O helicóptero de ataque africano pode voar a velocidade máxima de 310 km/h e possui um ótimo alcance de 740 km – com tanques externos o alcance sobe para 1.300 km.

O embargo também forçou a África do Sul a desenvolver as armas do Rooivalk, no caso um canhão de 20 mm e o míssil anti-tanque Mokopa. Apesar de toda expectativa e necessidade, foram construído apenas 12 aparelhos. O modelo já foi utilizado em combate no Congo em apoio a ações da ONU.

Veja mais: Conheça os aviões mais rápidos de todos os tempos

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  1. Parabéns pela reportagem, inclusive o dado histórico sobre a compra clandestina pelos EUA. As análises sempre diminuem o arsenal soviético, mas na verdade, acaso fosse tão aquém em tecnologia, não causaria tamanha preocupação e reação ocidental…

  2. Bem legal o post, mas tem um erro, o Mil Mi-28 está em combate no Iraque contra o Estado Islâmico. O Iraque adquiriu 4 ou 6 unidades por conta do atraso do fornecimento de armamento por parte dos norte-americanos.

  3. caro editor, deixou de citar uma característica absolutamente vital da aeronave…..o fato dela ser a única aeronave de asas rotativas do mundo com capacidade de ejeção

    um abraço

  4. Agora sim, finalmente temos a solução de como acabar com os traficantes que se escondem em matas nos altos dos morros, não teria mais policiais mortos em confrontos, nem morador de comunidade atingido por bala perdida, basta um helicóptero desses para limpar a área sem deixar um único bandido escapar. Ação rápida, com precisão cirúrgica, sem baixas das polícias, e o principal, colocando os bandidos para correr ou se forem burros, ficarem para encarar um Apache ou ka-52. Um helicóptero deses em cada capital será o bastante. Chega de omissão e negligência, os governantes tem que agirem rápido e dar a resposta que o povo merece, queremos ação.

  5. O Commanche nem entrou em produção. No mais, o AH1 cobra continua em operação no corpo de fuzileiros navais dos EUA.

  6. O Cobra ainda esta em operacao aqui nos Estados Unidos. O Corpo de Fuzileiros Navais nos EUA ( US Marines) atualmente usam o modelo AH-1W Super Cobra e o modelo AH-1Z Viper!

  7. O comanche nunca entrou em produção. Foram produzidos somente protótipos. Uma pena, porque o jogo do comanche era muito bom.

  8. Olá Charles, consideramos apenas helicópteros de ataque “puros” e que também foram de fato produzidos em série, por isso também não citamos o Comanche. O Blackwahk é mais adequado a missões de transporte tático, embora existam configurações para ataque.

  9. me parece bem todo mundo se armar ate os dentes gastem bastante suas reservas, por que para as fabricas de armamentos nao a e nunca vai haver crise.

    quero ver daqui da 20 anos cuando a agua acabar voces, vao veber e comer balas entres, si. com as municoes, 30mm.

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

  10. Caro editor uma correção. No acidente de Chernobyl não forma usados Mi 24 e sim os Mi 8 e Mi 10 esse ultimo sendo até agora considerado o maior helicoptero do mundo. Nas inumeras fotos das sucatas radioativas que ainda existem lá e nos documentarios nunca vemos um unico mi 24 e sim seus irmãos transportadores.

  11. Caro editor gostaria de apontar um pequeno erro, na parte dos Kamovs KA-50 e KA-52 fala que o KA-50 é o Alligator e o KA-52 é o Black Shark quando na verdade é o contrário (KA-50 Black shark e KA-52 Alligator).

  12. Os mais antigos aqui se lembrarão do temível MIL MI-24, utilizado no filme Rambo 2, que se passou durante a guerra do Afeganistão…

  13. Um post interessante, mas que eu me lembre os fuzileiros americanos ainda usam o AH-1Z Viper, não?

    Mas concordo com o autor sobre o uso dos Mi-24 em Chernobyl. Até porque a versão Mi-24RKhR (Hind-G1 pela OTAN) era específica para reconhecimento de áreas contaminadas por radiação, armas biológicas ou químicas teve o seu batismo de fogo lá. Além dos Mi-26 que também tinha uma versão para desastres que foi empregada nesse acidente.

  14. Com respeito ao Mi-35 é interessante observar que ele é bom contra tropas com pouco aramamento. O fato é que o Mi-35 por ser um helicóptero de grande tamanho e consumo de combustível existe a necessidade de que os 4 suportes laterais (cabides) transportem enormes tanques de combustível auxiliares para dar autonomia à aeronave, e este é o seu calcanhar de Aquiles, pois é um alvo fácil e uma vez acertado qualquer um desses tanques de combustível o Mi-35 explode em pleno ar, e isso pode ser feito por um único soldado que possua um míssil individual FIM-92 Stinger a 5km de distância. Outro inconveniente desses tanques externos é consumir a metade da capacidade de carga do Mi-35.

  15. E o Fennec do EB ? (rs)
    O modernizado tá !
    Mas valeu, para apoio a Inf na limpeza de área tá bom !

  16. Sem duvidas e o Kamov Ka-50/52 tanto e beleza performance inigualável junto com os Mi 28,35 kit combo destruição
    O amigo Luciano silva deixa um pouco de lado seu amor pelos Estados unidos e veja como você sabe o Brasil adora comprar aeronave que fique ums 10 a 20 anos em operação de serviços e o Mi-35 e perfeito pra isso alem de carregar pequenas tropas coisa que o Apache não faz e so . Da uma olhadinha no canhão extra do Mi-35 coisa que o Apache não tem Mas o Apache tem e muita midi

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