Um piloto do F-22 Raptor da Força Aérea dos EUA comandou em voo, pela primeira vez, um Anduril YFQ-44A Fury Collaborative Combat Aircraft (CCA), demonstrando como caças tripulados podem direcionar aeronaves autônomas em missões de combate.

A demonstração ocorreu na Base Aérea de Edwards, na Califórnia, e envolveu o F-22 enviando diretrizes táticas de alto nível ao YFQ-44A. Os sistemas autônomos do Fury interpretaram os comandos e executaram manobras e tarefas simuladas de combate sem que o piloto do caça precisasse pilotar remotamente a aeronave.

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Segundo a Força Aérea, o teste demonstrou comando tático aéreo e controle em voo entre as duas aeronaves, com o objetivo de reduzir a carga de trabalho envolvida na operação de aeronaves não tripuladas ao lado de caças.

Em vez de controlar parâmetros individuais de voo, o piloto do F-22 pôde atribuir objetivos e ações táticas. O software de autonomia do CCA determinou como executar essas instruções.

Primeiro teste com CCA real

A Força Aérea já havia demonstrado tecnologia de controle semelhante utilizando uma aeronave atuando como substituta de CCA. Em outubro de 2025, um F-22 comandou um General Atomics MQ-20 Avenger durante um voo no Nevada Test and Training Range.

Essa demonstração utilizou o sistema Government Reference Architecture for Collaborative Engagement (GRACE) e rádios definidos por software para troca de informações e comandos entre o F-22 e o MQ-20.

Drone YFQ-44A
Drone YFQ-44A | USAF

O teste mais recente leva o conceito para uma aeronave desenvolvida especificamente para o programa CCA. O YFQ-44A é o Fury da Anduril, um dos dois projetos selecionados pela Força Aérea para o primeiro estágio do programa, ao lado do General Atomics YFQ-42A.

Ambos os protótipos de CCA já voaram ao lado de caças tripulados em testes anteriores. Esses voos focaram na integração e operação das aeronaves, enquanto a demonstração mais recente acrescentou o direcionamento tático direto do YFQ-44A a partir do cockpit do F-22.

F-22 escolhido para integração inicial

A Força Aérea designou o F-22 como plataforma inicial, ou threshold, para integração do CCA. O caça está sendo utilizado para desenvolver interfaces, softwares e conceitos operacionais necessários para que pilotos possam empregar aeronaves autônomas a partir do cockpit.

A demonstração envolveu o 412th Test Wing, 422nd Test and Evaluation Squadron, 309th Software Engineering Group, CCA Experimental Operations Unit, F-22 System Program Office e o CCA Software Autonomy and Teaming Branch.

O programa CCA visa fornecer aeronaves de combate autônomas de menor custo, capazes de operar ao lado de caças tripulados. O primeiro estágio está focado em missões ar-ar, com o YFQ-42A e o YFQ-44A sendo avaliados enquanto a Força Aérea desenvolve táticas e requisitos para aeronaves operacionais.

A tecnologia desenvolvida com o F-22 também deve orientar a integração de CCAs com futuras aeronaves de combate, incluindo o Boeing F-47, em desenvolvimento no âmbito do programa Next Generation Air Dominance da Força Aérea.