Saab no Brasil entrega primeiro par de “air brakes” para o Gripen

Componentes foram produzidos na fábrica de aeroestruturas da SAAB em São Bernardo do Campo (SP)
O Gripen NG é projetado para voar a velocidade acima de 2.200 km/h (SAAB)

A fábrica de aerostruturas da Saab no Brasil concluiu recentemente o primeiro par de freios aerodinâmicos do Gripen E. Os componentes serão enviados para a linha de montagem final da aeronave em Linköping, na Suécia, no início de abril, informou a empresa.

“Este é um grande marco, que representa também um aquecimento para o início da produção de pacotes de trabalho mais complexos, como a fuselagem traseira. Esta entrega comprova que nosso processo está maduro e mostra para o Governo Brasileiro e a Força Aérea Brasileira que estamos prontos para os próximos passos”, ressaltou Alexandre Barbosa, gerente de Engenharia na fábrica brasileira da Saab, que fica localizada em São Bernardo do Campo (SP).

Feito a partir da união de peças de ligas de alumínio e fibra de carbono, a produção deste par de freios aerodinâmicos começou em outubro de 2020. No total, serão produzidos 72 unidades, dos quais 36 vão ser utilizados nos caças Gripen E/F adquiridos pela Força Aérea Brasileira.

Gripen Air Brake
A fábrica em São Bernardo do Campo produz subconjuntos do Gripen E/F (SAAB)

Em dezembro do ano passado, a fábrica da Saab no Brasil entregou o primeiro cone de cauda do novo caça sueco. A unidade também é responsável pela construção do caixão de asas, as fuselagens traseiras e dianteira dos Gripen E (monoposto) e F (biposto) e os freios aerodinâmicos.

A fabricante afirma que o início dos trabalhos por componentes menos complexos, como os cones de cauda e os freios aerodinâmicos, permite “a consolidação do processo de produção com um todo” e serve de preparação para os próximos pacotes que a Saab produzirá no Brasil.

Gripen Air Brake
Detalhe do freio aerodinâmico na fuselagem de um Gripen

“Consolidar o processo no início faz com que economizemos tempo na implementação da produção dos demais pacotes de trabalho, como a fuselagem traseira e dianteira e o caixão das asas, porque já teremos implementado o fluxo em operações menos complexas”, explicou Ola Rosén, diretor de Operações da fábrica.

Veja mais: Conheça os jatos de combate que já voaram com a FAB

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