A força aérea da Suécia voa com os Gripen C/D desde 2002; próxima versão é o Gripen E (Tuomo Salonen)

Enquanto a fabricante SAAB está na etapa final de desenvolvimento do novo caça Gripen E (ou Gripen NG, como ele é conhecido no Brasil) com a ajuda de empresas brasileiras, o governo da Suécia já está pensando na aeronave que pode sucedê-lo.

Em reunião digital realizada no último dia 16 de junho com líderes e autoridades da Europa, o ministro sueco da defesa, Peter Hultqvist, revelou as estratégias e planos para melhorar as capacidades militares do país, incluindo o projeto de um novo avião de caça para substituir o Gripen (JAS 39 E).

“Quando se trata da Força Aérea, o atual caça JAS 39 C/D será mantido, pois o novo caça JAS 39 E é integrado aos esquadrões e se torna operacional. Isso permite que a Força Aérea mantenha seis esquadrões de caça. O desenvolvimento da próxima geração de aeronaves também começará”, disse o ministro sueco sem divulgar mais detalhes.

Em julho de 2019, os governos da Suécia e do Reino Unido assinando um Memorando de Entendimento para desenvolver sistemas e novas tecnologias para aeronaves de combate atuais e do futuro, como o projeto britânico “Tempest” que pode originar um caça de 6° geração – e quem sabe também o novo caça da Suécia para o lugar do Gripen.

Gripen não é tão novo assim

O Gripen é o descendente mais jovem de uma longa linha de aeronaves militares fabricadas na Suécia. O projeto original do caça foi iniciado pela SAAB no final da década de 1970 e o primeiro protótipo voou no dia 9 de dezembro de 1988.

Os primeiros esquadrões de caças Gripen A e B (versão para dois pilotos) foram ativados na Suécia em 1996, ocupando os espaços deixados pelos caças Draken e Viggen mais antigos. Enquanto ainda entregava as primeiras aeronaves de nova geração, a fabricante já havia começado a projetar a próxima versão do Gripen, os modelos C e D.

A Suécia é um dos poucos países no mundo com tradição na fabricação de caças supersônicos (Divulgação)

A Suécia sempre produziu seus próprios caças: na imagem, o Viggen, Draken e Gripen, pela ordem (Divulgação)

A série atual do Gripen foi introduzida na força aérea sueca a partir de 2002. Esses modelos também foram exportados para República Tcheca, Hungria, África do Sul e Tailândia.

Em 2010, a Suécia concedeu à SAAB um contrato de quatro anos para melhorar o radar do Gripen e outros equipamentos, integrar novas armas e reduzir seus custos operacionais. O resultado foi a criação do programa Gripen E/F, cujo trabalho é realizado atualmente em parceria com empresas do Brasil (entre elas a Embraer), com direito a transferência de tecnologia.

Até o momento, os únicos clientes do Gripen E/F são as forças aéreas da Suécia e do Brasil, que encomendou um total de 36 aeronaves (28 modelos E e oito F). Segundo o cronograma da FAB, os primeiros caças devem chegar ao país em 2021.

O primeiro Gripen da FAB – ainda um protótipo – voou em junho de 2017 (SAAB)

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