Avião anfíbio Albatross ganhará motores turboélices PT-6

Aeronave da Grumman foi fabricada entre 1949 e 1966 e usada no Brasil pela FAB. Empresa australiana fechou um acordo de fornecimento com a Pratt & Whitney Canada

Um dos aviões anfíbios mais conhecidos do passado, o Albatross, voltará a ser produzido na Austrália pela empresa Amphibian Aircraft Industries (AAI). Desta vez, no entanto, a aeronave será equipada com motores turboélices PT-6, fornecidos pela Pratt & Whitney Canada.

O Albatross original foi desenvolvido pela Grumman, que produziu 466 aviões entre 1949 e 1966. Ele foi equipado com motores radiais a pistão Wright Cyclone e usado em vários países em missões diversas, sobretudo para busca e salvamento.

No Brasil, o Albatross (Albatroz) foi operado pela Força Aérea Brasileira, que recebeu 14 aeronaves oriundas da USAF. Esses aviões ficaram em serviço entre o final dos anos 50 até 1980, quando foram desativados.

Um pequeno número de modelos G-111 foi produzido nos anos 80, porém, a veterana aeronave acabou voltando a ter a produção encerrada logo depois.

Anos atrás, no entanto, a AAI adquiriu o Certificado de Tipo do Albatross com planos de relançá-lo em uma versão atualizada batizada como G-111T.

A versão do motor PT-6 terá 1.700 shp de potência (AAI)

A empresa planejava utilizar os motores Honeywell TPE331 ou PW118, mas preferiu o mais popular e confiável turboélice do mercado, o PT-6. Segundo a Pratt & Whitney, o G-111T utilizará o PT6A-67F, com 1.700 cavalos (SHP) cada.

“O G-111T é a única grande aeronave anfíbia da categoria de transporte para passageiros, carga e utilidade no mercado”, disse o presidente da Amphibian Aerospace Industries, Khoa Hoang.

“Devido à sua capacidade de pousar e decolar tanto na terra quanto na água, o G-111T é ideal para uso em rios interiores, resgate em oceanos, terrenos montanhosos e bacias de rios tropicais.”

Um dos 14 Albatroz que operaram na FAB até 1980 e que hoje faz parte do Musal (FAB)

O G-111T Albatross será oferecido em variantes para passageiros e carga, aeromédica, e busca e salvamento, de acordo com a AAI.

A fabricante planejava abrir uma linha de montagem em Sydney com investimento do governo local, mas os planos atualizados não foram divulgados.

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Oscar Fernandes Sousa
8 meses atrás

Seria ideal para a Amazônia transportando passageiros e cargas.

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