As operações de voo foram retomadas na Base Aérea de Edwards, na Califórnia, uma semana após a queda de um B-52H Stratofortress logo após a decolagem durante uma missão de teste, que resultou na morte dos oito ocupantes.

Segundo a Air & Space Forces Magazine, a base reabriu seu aeródromo em 18 de junho, enquanto as atividades de teste de voo e as operações conduzidas pela Escola de Pilotos de Teste da Força Aérea dos EUA foram retomadas em 22 de junho.

O acidente ocorreu em 15 de junho e envolveu o B-52H de matrícula 60-0061, designado para uma missão de apoio ao programa de modernização do radar do bombardeiro. A aeronave caiu imediatamente após a decolagem e foi destruída pelo fogo.

As oito vítimas incluíam militares da ativa da Força Aérea, funcionários civis e contratados envolvidos no programa de testes.

O acidente interrompeu temporariamente as atividades de voo em um dos principais centros de ensaio em voo da Força Aérea dos EUA. Edwards é o local principal para testes de desenvolvimento de aeronaves militares, armamentos e tecnologias aeroespaciais avançadas como o novo bombardeiro furtivo B-21 Raider.

O bombardeiro B-21 Raider decola de Edwards (USAF)
O bombardeiro B-21 Raider decola de Edwards (USAF)

Enquanto a investigação segue em andamento, autoridades da Força Aérea informaram à publicação que não foram impostas restrições de voo à frota remanescente de B-52H. Atualmente, a Força Aérea opera 75 unidades do bombardeiro de longo alcance.

O B-52 envolvido no acidente participava de testes ligados ao programa de modernização do bombardeiro. A Força Aérea dos EUA está desenvolvendo o radar AN/APQ-188 para substituir o antigo sistema AN/APQ-166 da aeronave, além de reequipar a frota com motores Rolls-Royce F130.

As atualizações combinadas resultarão na redesignação da aeronave como B-52J, prolongando a vida útil do bombardeiro muito além da metade deste século.